lápis e borracha
Considera a FENPROF que as condições de organização e funcionamento do 1º Ciclo do Ensino Básico agravaram-se nos últimos anos, com consequências para o exercício profissional da docência e para as aprendizagens dos alunos.

A "gota de água" foi o ministério da Educação ter aprovado, pela primeira vez, um calendário escolar mais prolongado do que o aplicável aos restantes ciclos do Ensino Básico, o que, segundo, a FENPROF, além de mais uma intolerável discriminação, não tem qualquer fundamento pedagógico ou de outra natureza, parecendo tratar-se, apenas, de mais um castigo imposto a professores e alunos deste sector de ensino.

Manuel Nobre, presidente do SPZS, estrutura afecta à CGTP, afirma que o abaixo-assinado pretende chamar a atenção para os problemas do 1º ciclo.

Ainda segundo, Manuel Nobre a recolha de assinaturas para o abaixo-assinado termina no próximo dia 20. Manuel Nobre revelou ainda que, nos últimos meses, na área de intervenções do SPZS foi feito um levantamento à situação do 1º ciclo e foram detectados vários problemas.

São quatro as reivindicações feitas no abaixo-assinado, a correção do calendário escolar para 2016/17, devendo a actividade lectiva terminar a 16 de Junho de 2017, tal como acontece nos restantes níveis do ensino básico, a consideração dos intervalos na componente lectiva dos docentes, o início de negociações com vista a melhorar as condições de trabalho dos professores, incluindo aspectos como o regime e horário de trabalho e o regime de aposentação e ainda a abertura de um debate nacional sobre o futuro do 1.º Ciclo e a sua reorganização, de forma a que sejam atingidos os objectivos de que o sistema educativo necessita e que a Lei de Bases preconiza.

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