“O fim dos Estados Unidos da América” é uma epopeia, satírica e distópica, que começa com a enigmática entrada da peste nos Estados Unidos da América. Ted Trash, fascista, extremista de direita, e Left Wing, extremista de esquerda, serão os responsáveis por uma segunda guerra civil no país. Pobres e ricos terão problemas entre si, e não serão poucos.
No meio disto está Bloom, o herói da epopeia, que terá um destino terrível, mas tentará, até ao fim, salvar a América, tendo sempre na cabeça a imagem de uma bela mulher, a mexicana La Rosa, que um dia conheceu num estádio. São várias as personagens desta epopeia: Johnston Bonne, engenheiro informático, maluco em absoluto, anarquista, tentará com processos alquímicos, e alguns fumos e festas exuberantes, ajudar o país; Jonathan & Mary, ativistas, no meio de tendas e algum nudismo, tentarão até à última lutar pelas suas utopias; Tirésias, profeta cego, fará oráculos decisivos; Dr. Robert, cientista, amigo de Bloom, tentará, com o seu racionalismo, e por vezes com Deus, a ser chamado uma solução; James, o coveiro, exercerá a sua função de forma exemplar; e Mack Morris, um adorador de nuvens, andará por lá, nem sempre a olhar para cima. Moscas tsé-tsé, borboletas e búfalos entrarão também, com diferentes papéis, nesta epopeia.
Esta é uma tragédia greco-americana. Pensamentos e ações, se os Deuses quiserem, estarão, portanto, presentes.
Gonçalo M. Tavares nasceu em 1970 em Luanda (Angola) e cresceu em Portugal. É escritor, poeta, dramaturgo e professor universitário. Os seus textos estão traduzidos em mais de 60 países e são lidos em dezenas de línguas.
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