A ideia é transformar um troço hoje limitado numa ligação mais rápida e eficiente. No futuro, os comboios de passageiros poderão circular até 200 km/h, enquanto o transporte de mercadorias ficará nos 120 km/h.
Para a região, isto traduz-se num ganho por exemplo na ligação entre Beja e a zona de Casa Branca, que poderá ser feita em menos de uma hora, reduzindo de forma significativa o tempo face à alternativa atual por estrada.
Apesar da dimensão do investimento, há um detalhe que não deverá mudar, que é a linha continuar a ser de via única e não aproximar diretamente o caminho de ferro do aeroporto de Beja, que continua fora do traçado ferroviário. Ou seja, o aeroporto mantém-se como um ativo estratégico, mas ainda desligado fisicamente da ferrovia.
É expectável que tudo comece a arrancar em 2027 a nível contratual e se prolongue até 2033. Parte do financiamento deverá ser assegurado por fundos europeus, incluindo programas como o Alentejo 2030 e o Portugal 2030.
Quando estiver concluída, a nova ligação deverá operar com material circulante mais moderno, incluindo as automotoras Stadler Flirt, já encomendadas, embora com velocidade máxima inferior ao potencial da nova via. Ainda assim, a aposta do Governo passa por reforçar os serviços regionais e responder ao aumento de procura que se tem verificado no transporte ferroviário.
Beja é um daqueles casos curiosos no mapa dos transportes em Portugal: tem um aeroporto capaz de receber um dos maiores aviões comerciais do mundo, mas continua a depender de ligações rodoviárias lentas e de uma linha ferroviária envelhecida para se ligar ao resto do país. Essa realidade pode começar a mudar, pelo menos nos caminhos de ferro, com o avanço do projeto de modernização da Linha do Alentejo entre Casa Branca e Beja.
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