Segundo a PSP, que alude à acusação, o homem, juntamente com outro suspeito, terá recrutado um compatriota e alegadamente explorado a sua “vulnerabilidade financeira através de falsas promessas de um contrato de trabalho legal em Portugal, o qual incluía um salário digno, acomodação e condições de trabalho favoráveis”.
Os suspeitos são acusados de organizar o transporte da vítima da Moldova para Portugal, “país onde a vítima foi alojada e, posteriormente, submetida a exploração laboral no setor agrícola”, lê-se no comunicado.
“A vítima terá sido forçada a realizar trabalhos agrícolas, recebendo uma compensação financeira mínima, agredida fisicamente, privada do seu passaporte e ameaçada com violência, de forma a impedir a sua saída ou denunciar as infrações às autoridades”, destacou a PSP.
Já depois de iniciado o processo criminal, acrescentou a PSP, “os suspeitos terão entrado em contacto com a vítima e, de forma insistente, terão tentado persuadi-la a retirar a denúncia e a alterar as suas declarações, oferecendo benefícios financeiros, assistência legal e fazendo ameaças”.
Pelos factos praticados, o homem procurado na Moldova e agora detido pela Polícia de Segurança Pública incorre num crime punível no seu país com uma pena de “até 18 anos de prisão”, disse a força policial portuguesa.
O detido foi presente ao Tribunal da Relação de Évora (TRE), na quarta-feira, que determinou a sua prisão preventiva, pelo que foi conduzido para um estabelecimento prisional “onde aguarda a decisão relativa ao processo de extradição” para a Moldova.
Contactada hoje pela agência Lusa, fonte do TRE indicou que o homem “não se opôs à extradição”, mas não divulgou qual o estabelecimento prisional onde se encontra: “Aguarda, em detenção, pelo pedido de extradição formal”.
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