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Metade dos consumidores aponta aumento do custo de vida como motivo de dívidas

Metade dos consumidores aponta aumento do custo de vida como motivo de dívidas

Foto: DR

O aumento do custo de vida continua a ser o principal fator por detrás das dificuldades financeiras das famílias portuguesas. Segundo a Intrum, 50% dos consumidores em Portugal que enfrentam dificuldades em pagar as suas dívidas e apontam o aumento dos preços de bens essenciais — como alimentação e energia — como a principal razão para esta situação. No Alentejo, 82% dos consumidores que enfrentam dificuldades financeiras indicam despesas inesperadas como um dos principais motivos para o endividamento, evidenciando uma maior exposição a imprevistos financeiros. No entanto, apenas 13% dos consumidores alentejanos consideram que as suas dificuldades em pagar dívidas se devem ao elevado custo de vida.

Com base num recente estudo publicado pela Intrum, empresa líder mundial no sector de serviços de gestão de crédito na Europa, 43% dos portugueses endividam-se devido a despesas inesperadas, como emergências familiares ou despesas médicas, enquanto 34% apontam o estagnamento dos seus salários ou rendimentos para as suas dívidas, uma vez que não acompanharam o aumento do custo de vida.

Apesar deste cenário, 77% dos consumidores em Portugal afirmam conseguir pagar todas as contas dentro do prazo, um valor ligeiramente acima da média europeia. Ainda assim, este indicador representa uma descida face aos 85% registados em 2024, sinalizando uma crescente pressão financeira sobre os orçamentos familiares.

A análise regional mostra que, embora o aumento do custo de vida seja um fator transversal, as razões concretas para as dificuldades financeiras variam entre regiões do país.

Nas Regiões Autónomas da Madeira e dos Açores, 71% dos consumidores indicam o aumento do custo de vida como a principal razão para dificuldades em pagar dívidas, um valor significativamente acima da média nacional.

Por seu turno, a nível nacional, é na Área Metropolitana de Lisboa, que os consumidores mais se queixam por o seu rendimento não acompanhar o aumento do custo de vida (56%), levando-os a endividarem-se.

Estes dados mostram que as causas da pressão financeira não são homogéneas no território, refletindo diferenças nas condições económicas e na capacidade das famílias para absorver choques financeiros.


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