Voltar

Municípios do Baixo Alentejo querem preservar memória das bandas filarmónicas

Municípios do Baixo Alentejo querem preservar memória das bandas filarmónicas

Foto: Sociedade Filarmónica Capricho Bejense

A Comunidade Intermunicipal do Baixo Alentejo (CIMBAL) e uma associação local vão fazer o levantamento e a valorização do espólio das bandas filarmónicas da região, para preservar a sua memória, história e património cultural. "Queremos fazer um trabalho semelhante ao que foi feito com o cante alentejano”, assumiu o primeiro-secretário da CIMBAL, Fernando Romba, em declarações à agência Lusa. Ou seja, de acordo com o mesmo responsável, trata-se de “fazer uma recolha junto das bandas filarmónicas, das que estão ativas e também extintas, para inventariar o histórico de cada banda com documentos que sejam relevantes".

O projeto, apresentado na passada segunda-feira, pretende "perceber a evolução das bandas, as próprias dinâmicas das associações e das sociedades" que promovem as filarmónicas e, com isso, preservar a "sua memória, história e património cultural", resumiu.

"Nós temos bandas com mais de 100 anos que, enquanto escola de música e até de cidadania, são referências importantes no nosso território", explicou.

O objetivo, prosseguiu Fernando Romba, é que a documentação, à semelhança do que aconteceu com o Arquivo Digital do Cante, seja tratada e disponibilizada numa plataforma digital do Centro Interdisciplinar de História, Culturas e Sociedades (CIDEHUS) da Universidade de Évora (UÉ).

O trabalho no terreno será desenvolvido pela Alentejo, Terras e Gentes - Associação de Defesa e Promoção Cultural do Alentejo.

Segundo Fernando Romba, a iniciativa "já começou" e vai ter a duração de "aproximadamente um ano".

Além deste trabalho de inventariação, está prevista também a realização de um encontro regional de bandas filarmónicas.

Para o primeiro-secretário da CIMBAL, este levantamento vai permitir também valorizar o trabalho realizado pelas pessoas, "a esmagadora maioria” constituída por voluntários, que fazem com que as bandas filarmónicas se mantenham no ativo diariamente.

"Acho que é um reconhecido valor para [o que fazem pela] cultura do nosso território, para a cultura musical e também pela construção de melhores cidadãos do Baixo Alentejo", referiu.

O projeto, precisou, está a ser dinamizado no âmbito de um programa mais abrangente de valorização da cultura da região intitulado Património do Baixo Alentejo.

Este programa procura dar a conhecer os ofícios tradicionais do território, através de 'workshops' e outras atividades de divulgação, para "valorizar estas atividades culturais" e "aumentar o número de turistas e visitantes" na região, disse Fernando Romba.

Para além do cante alentejano e das bandas filarmónicas, o projeto prevê ainda iniciativas ligadas ao ciclo do barro e da lã, à construção de violas campaniças, ao mobiliário tradicional alentejano e ao fabrico de cestaria típica de Odivelas, no concelho de Ferreira do Alentejo.


PUB
PUB
PUB
PUB
PUB

18.ª Gala de Mérito Escolar do Crédito Agrícola Mútuo do Alentejo Sul

Concertos

Duran Duran regressam a Portugal em novembro

Acabou de tocar...

BEJA meteorologia
Top
Este site usa cookies para melhorar a sua experiência. Ao continuar a navegar estará a aceitar a sua utilização.