Alerta que o calor extremo é também um fator de risco para o afogamento e recorda que a prevenção deve começar antes da entrada na água.
Em França, por exemplo, durante a onda de calor que está a atravessar o país, já morreram mais de 50 pessoas por afogamento.
Segundo os dados divulgados há 15 dias pela Fepons, 57 pessoas morreram afogadas em Portugal até 31 de maio, um valor praticamente idêntico ao registado no mesmo período de 2024 (58 mortes), que constituiu o pior período homólogo desde o início da série histórica do Observatório do Afogamento da federação, em 2017.
A federação apela ainda às entidades públicas para que integrem o risco de afogamento nas mensagens de proteção da população durante períodos de calor extremo.
O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) tem alertado em comunicados que está previsto um longo período de "tempo muito quente e seco" em Portugal continental, com temperaturas máximas até 43 graus em algumas regiões.
"Prevê-se um longo período com tempo quente e seco, com a temperatura máxima a atingir valores entre 40 e 43°C no Vale do Tejo e no Alentejo a partir de dia 01 [quarta-feira], e que poderão estender-se a alguns locais das restantes regiões no final da semana", lê-se no comunicado distribuído na segunda-feira.
Por causa desta previsão, o IPMA colocou hoje vários distritos sob aviso amarelo (o menos grave) e, a partir de quarta-feira, vai ativar o aviso laranja (o segundo mais grave) no Alentejo, estendendo-o na quinta-feira a Lisboa, Setúbal, Santarém e Leiria.
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