Autor prolífico, Mário Zambujal conquistou sucessivas gerações de leitores com o seu humor subtil, o apurado sentido de observação e a forma singular de retratar a sociedade portuguesa. A sua obra mais conhecida, “Crónica dos Bons Malandros”, publicada em 1980, marcou a sua estreia literária e tornou-se um verdadeiro clássico contemporâneo da literatura portuguesa, sendo posteriormente adaptada ao cinema e à televisão.
Com queda para a escrita desde muito cedo, publicou o seu primeiro texto aos 15 anos, um conto no semanário Os Ridículos. Ao longo da sua carreira literária publicou diversas obras, entre as quais Histórias do Fim da Rua, À Noite Logo se Vê, Fora de Mão, Primeiro as Senhoras, Uma Noite Não São Dias, Dama de Espadas, Longe É um Bom Lugar, Cafuné, O Diário Oculto de Nora Rute, Serpentina, Talismã, Romão e Juliana, Já Não se Escrevem Cartas de Amor, Então, Boa Noite, Rodopio, Fabíolo e Pirueta.
Paralelamente à atividade literária, destacou-se também no jornalismo e na comunicação social. Foi jornalista de A Bola, subdiretor do Record, chefe de redação de O Século e do Diário de Notícias, diretor do jornal Se7e e do semanário Tal & Qual, e colunista do 24 Horas. Na televisão, tornou-se uma figura muito popular como jornalista desportivo da RTP e apresentador do programa “Grande Encontro”, tendo igualmente colaborado em rádio, nomeadamente no programa “Pão com Manteiga”, da Rádio Comercial, ao lado de Carlos Cruz.
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