"Hoje, em Portugal, não se cultiva nem a gratidão, nem o mérito. Estes valores não se apagaram, mas estão algo esquecidos. Tudo, ou quase tudo, passa depressa e acaba por gerar indiferença. No Festival Terras sem Sombra, rumamos contra a corrente. O Prémio Internacional é um exemplo disso", sublinha José António Falcão, diretor-geral do TSS e, acrescenta, "estamos muito satisfeitos pelo facto do Prémio ser presidido pela infanta D. Maria Francisca, uma jovem empenhada e sensível. Trata-se de um sinal de renovação do Terras sem Sombra, agora com um formato mais amplo". "A diversidade dos premiados mostra até que ponto o cosmopolitismo e a ruralidade convergem, na perfeição, no Alentejo. Se o passado já nos ensinava isso, a região ganha, agora, uma lufada de ar fresco", conclui.
Para Bruno Gonçalves Pereira, presidente da Câmara Municipal de Santiago do Cacém, "o regresso do Festival Terras sem Sombra entusiasma, como a volta do “filho pródigo”, algo que nunca devia ter deixado de fazer parte da esfera do concelho, tendo aqui um dos seus pontos altos". Este é, segundo o autarca, "um festival com músicos que habitualmente não atuam fora dos grandes centros culturais da Europa e do mundo", salientando a "reconhecida excelência e virtuosa performance" de um projeto que "pensa o território e a biodiversidade, alarga horizontes, potencia o desejo de sermos melhores e tem qualidade, como queremos que Santiago tenha sempre".
A cerimónia é organizada em parceria com o Município de Santiago do Cacém e é presidida pela infanta D. Maria Francisca de Bragança, duquesa de Coimbra.
A encerrar o evento, decorre um piccolo concerto em dois momentos, primeiro "A Vida em 88 Teclas: Peças que Marcaram a Minha Trajectória", pelo pianista Josep Colom, e depois, "Merci: Palavras sob a Forma de Música", pela acordeonista Judith Tahan.
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