"As atividades atribuídas devem ser compatíveis com as capacidades e qualificações dos envolvidos. Segundo o Governo, esta formulação permite “salvaguardar” situações em que pessoas com deficiência inferior a 80% não tenham condições para desempenhar qualquer atividade, devendo ser sempre avaliadas caso a caso pelo gestor que irá acompanhar o processo", explica a notícia.
"Além disso, a proposta prevê ainda que a obrigação de realizar trabalho social possa aplicar-se não apenas aos beneficiários da PSU, mas também a membros desempregados do respetivo agregado familiar com idades entre os 18 e os 25 anos. Assim, uma pessoa com deficiência poderá ser chamada a participar nestas atividades mesmo que não receba diretamente a prestação", refere o jornal.
A Associação Portuguesa de Deficientes (APD) já veio criticar esta proposta, "que prevê a inclusão de pessoas com deficiência no regime de trabalho associado à PSU". Helena Rato, vice-presidente da associação, classificou a medida como “um disparate enorme”, por impor um enquadramento “universalista” a situações que, na sua perspectiva, devem ser avaliadas individualmente.
Também o JN alerta para o facto de a introdução da PSU poder ter um impacto orçamental adicional entre 30 e 40 milhões de euros, devido ao reforço dos incentivos ao emprego.
Esta proposta tem como objetivo juntar 13 prestações sociais, entre elas o Rendimento Social de Inserção (RSI) e o Complemento Solidário para Idosos (CSI). Se for aprovada, vai transferir 125 mil pessoas, que atualmente recebem apoios sociais, para este novo modelo de prestação social única.
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