luta professores

Os professores e educadores exigem que o Governo “honre o compromisso que assumiu, que cumpra a lei e que respeite a Assembleia da República, ou seja que negoceie o prazo e o modo de recuperar todo o tempo de serviço que cumpriram porque até agora, de forma intransigente, tem recusado contabilizar os 9 anos, 4 meses e 2 dias de atividade desenvolvida pelos docentes, nos períodos de congelamento das carreiras”.

Quanto aos horários de trabalho e à aposentação, as estruturas sindicais afirmam que “o governo continua sem apresentar qualquer proposta, recusando a negociação”, relativamente ao reposicionamento na carreira, garantem que “continua sem se saber quando será concretizado”. Quanto à redução dos níveis de precariedade que afetam os docentes consideram que “as medidas que têm sido tomadas pelo Ministério da Educação ficam muito aquém das necessidades das escolas e do direito dos docentes à estabilidade no seu exercício profissional”.

Razões mais que suficientes para se esperarem milhares de professores na manifestação de amanhã, em Lisboa, afirma Manuel Nobre, presidente do SPZS, estrutura afeta à FENPROF, referindo que vão sair de Beja vários autocarros com muitos professores do distrito, para dizerem não a estas políticas.

Manuel Nobre fez também o balanço das greves realizadas esta semana, frisando que os professores souberam mostrar ao Governo o seu descontentamento e que estão disponíveis para continuar a lutar, até verem as suas reivindicações satisfeitas.

Ainda segundo, Manuel Nobre esta é a oportunidade para os professores dizerem ao Governo que cumpra aquilo com que se comprometeu para 2018 e que assuma o que tem pensado para 2019.


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