"Têm-no feito de forma proativa, com respeito pela autonomia da instituição, sem instrumentalizar as dificuldades dos trabalhadores e sem procurar substituir-se a quem foi eleito pelos Irmãos para dirigir a Misericórdia", refere o PS, que diz ter "uma postura bem diferente da que o PCP adotou ao longo de décadas de governação municipal".
Os socialistas remetem as culpas e toda a situação a que chegou o Hospital de São Paulo, para os executivos anteriores nos quais o PCP esteve à frente da Câmara Municipal de Serpa "durante quase cinquenta anos". Para o PS, "foi o PCP que estava à frente da autarquia quando a gestão do Hospital de Serpa passou para Beja e foi também o PCP que governava quando essa gestão foi posteriormente entregue à Santa Casa da Misericórdia".
Os socialistas acusam o PCP de ter fugido às responsabilidades, atribuindo-as "ao Governo, à administração central ou a entidades externas".
A estrutura socialista faz igualmente acusações ao PCP, sublinhando que os comunistas optam "frequentemente pela contestação" e raramente pela "construção de soluções", perante os principais problemas do concelho.
"Agora que está na oposição, as limitações legais do município desapareceram subitamente do seu discurso e tudo passou a ser responsabilidade da Câmara Municipal. Se a Câmara não resolve de imediato, é porque não quer. Se promove reuniões com quem pode ajudar a resolver os problemas, são inúteis. Se respeita a autonomia das instituições, é acusada de inação", lê-se também no comunicado do PS Serpa.
A Escola Secundária de Serpa vota a servir como "arma de arremesso político", pois para o PS "é talvez o exemplo mais evidente" a "forma de atuar" do PCP. "Durante anos, a necessidade da sua requalificação foi reconhecida por todos. Houve comunicados, manifestações, moções e protestos. Houve sempre uma justificação política ou ideológica para a falta de resultados. O problema, porém, manteve-se", diz o PS.
Em suma, os socialistas reforçam a posição de que "a situação da Santa Casa exige precisamente o contrário", que "exige diálogo, pragmatismo e disponibilidade para encontrar soluções que produzam resultados para os trabalhadores, para os utentes e para a sustentabilidade da instituição".
Para o PS, a população está cansada e o partido vai continuar a trabalhar com a Câmara Municipal de Serpa "na defesa dos interesses do concelho", porque "a Santa Casa merece estabilidade e os trabalhadores merecem segurança". Estes são os argumentos dos socialista serpenses como resposta à situação e às acusações de que têm sido alvo quanto à suposta inação perante os problemas da Santa Casa da Misericórdia e do Hospital de Serpa.
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