A estas juntam-se ainda algumas áreas precárias adjacentes, além de servir outros projetos agrícolas e industriais que captam água diretamente da albufeira do Roxo.
O projeto em consulta pública prevê a modernização do bloco gravítico do Aproveitamento Hidroagrícola do Roxo (AHR), “alterando o sistema de transporte e distribuição de água, redefinindo a rede de distribuição”.
O objetivo é “permitir uma gestão mais eficiente dos recursos hídricos, por forma a obter uma melhoria significativa da eficiência de transporte e distribuição da água para rega”, pode ler-se.
A iniciativa, cujo investimento não é revelado, prevê também a inclusão de áreas “que estão a ser regadas a título precário desde 2015” na área do AHR, “que totalizam cerca de 2.329 hectares (ha)”.
Nesse âmbito, a ABR conta “manter parte do sistema de transporte existente” entre o canal condutor geral (CCG) e o nó do Xacafre, “junto do qual se prevê a criação de um reservatório de regularização que assegure a rega durante os tempos de resposta”.
Já o sistema de distribuição “será totalmente alterado, pretendendo-se um novo sistema de rega em pressão (alta pressão), com condutas enterradas, com perdas mínimas de água e elevada eficiência”, acrescenta o documento.
Segundo o projeto da ABR, serão implementadas uma tomada de água no CCG do Roxo, localizada no nó de Xacafre, um reservatório de regularização para abastecimento dos blocos de rega e uma estação elevatória que irá servir as redes secundárias dos blocos da Barrada e Vale do Zebro Alto e de Vale do Zebro Baixo.
Já as áreas regadas a título precário dos blocos de pressão de Aljustrel e de Montes Velhos “já se encontram infraestruturadas”, pelo que “não irão sofrer quaisquer intervenções no âmbito do projeto”.
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