A instabilidade das arribas, a erosão costeira e episódios de galgamentos costeiros, foram as ocorrências mais dominantes neste território, apontou o relatório.
Uma das praias referidas no relatório é a de Morgavel, no concelho de Sines, onde ocorreu uma derrocada da Estrada Municipal (EM) 1109, de acesso a Porto Covo, que apresenta danos ao nível das estruturas de proteção e defesa e em áreas construídas de fruição e uso público (acessos às praias, passadiços, paredões e passeios marginais).
O relatório técnico indica que os prejuízos estimados na faixa costeira do país, em termos de danos, ascendem a cerca de 27 milhões de euros, cuja intervenção se prevê “no imediato”, ao que se acrescentam outras intervenções de caráter “mais estruturante no curto e médio prazo”.
No relatório, a Agência Portuguesa do Ambiente considera prioritária a reconstrução das escadas de acesso em 10 praias do concelho de Odemira, sendo esta a única intervenção prevista para o litoral alentejano, até ao início da época balnear deste ano.
A curto prazo, ou seja, até dezembro de 2027, está prevista a reposição de sedimentos do leito do rio Mira na Praia da Franquia, para proteção de infraestruturas adjacentes na marginal de Vila Nova de Milfontes, também no concelho de Odemira.
O documento da APA prevê que 15 milhões de euros sejam aplicados até ao início da época balnear, em maio, e outros 12 milhões até ao final do ano, com 31 milhões investidos até ao final de 2027 e outros 53 milhões a partir de 2028.
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