Sandra Albino acrescenta também que "perante este cenário", não pode, "em consciência, pactuar com este tipo de comportamento" e que "a política deve ser exercida com seriedade, respeito institucional e compromisso com as pessoas, valores que, neste processo, foram claramente colocados em causa".
Também, nesta carta aberta, a presidente demissionária acrescenta que "compete agora às entidades responsáveis promover a marcação de novas eleições, permitindo que a população volte a pronunciar-se e que se encontre uma solução que devolva estabilidade e capacidade de trabalho" à freguesia de Ferreira do Alentejo.
Em comunicado, a CDU de Ferreira do Alentejo denuncia também esta situação, que fez com que o executivo da Junta de Freguesia de Ferreira do Alentejo se demiti-se. A coligação refere que "a situação política a que a freguesia foi conduzida", foi "fruto de uma estratégia deliberada do Partido Socialista, em articulação com o CHEGA, para impedir a constituição do executivo que os ferreirenses democraticamente escolheram".
"Desde o primeiro momento, o PS optou por uma aliança de conveniência com o CHEGA, não para garantir estabilidade ou encontrar soluções, mas exclusivamente para bloquear e inviabilizar o funcionamento da Junta de Freguesia. Esta opção revela uma prática de baixa política, onde os interesses partidários se sobrepõem, sem qualquer reserva, ao interesse público", reforça o comunicado da CDU.
A coligação apresenta como principais motivos, as sete Assembleias de Freguesia realizados nos últimos meses, nas quais "todas as propostas apresentadas pela CDU foram sistematicamente rejeitadas, não por falta de mérito ou viabilidade, mas por uma lógica de bloqueio político premeditado". No comunicado, a coligação não parece ter dúvidas que "o objetivo foi claro desde o início: impedir a CDU de governar e criar um impasse artificial que conduzisse à repetição do ato eleitoral".
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