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Risco de cheias e inundações devido à subida dos caudais dos rios e ribeiras

Risco de cheias e inundações devido à subida dos caudais dos rios e ribeiras

Foto: ANEPC

A precipitação registada em Portugal Continental nos últimos dias, aliada às descargas efetuadas pelas barragens portuguesas e espanholas, originou um aumento significativo dos caudais na maioria das bacias hidrográficas. Com base na informação da Agência Portuguesa do Ambiente (APA), destaca-se, em particular para o Baixo Alentejo, Alentejo Litoral e Algarve, nas próximas 48 horas, caudais elevados no Guadiana, com efeitos em Mértola e outras localidades a jusante, no Sado os caudais vão manter-se elevados e com tendência de subida, as ribeiras do Arade com expetativa de caudais elevados e outras ribeiras do Algarve poderão também ter uma subida significativa de caudais.

EFEITOS EXPECTÁVEIS
A precipitação intensa registada nos últimos dias provocou a subida dos caudais dos rios, prevendo-se que se mantenham elevados nos próximos dias. A continuação da precipitação aumenta o risco de inundações e cheias, risco agravado pelas descargas das barragens espanholas, sendo expectável:

–A ocorrência de cheias, potenciadas pelo transbordo do leito de alguns cursos de água, rios e ribeiras;
–A ocorrência de inundações em zonas urbanas, causadas por acumulação de águas pluviais por obstrução dos sistemas de escoamento;
–Solos saturados, o que resultará numa descida lenta da água que, neste momento, afeta as vias rodoviárias;
–A instabilidade de vertentes, conduzindo a movimentos de massa (deslizamentos, derrocadas e outros) motivados pela infiltração da água, fenómeno que pode ser potenciado pela remoção do coberto vegetal;
–Piso rodoviário escorregadio devido à possível formação de lençóis de água;
–Interdição de algumas de algumas vias rodoviárias por submersão;
–Arrastamento para as vias rodoviárias de objetos soltos, ou ao desprendimento de estruturas móveis ou deficientemente fixadas, por efeito de episódios de cheias e inundações, que podem causar acidentes com veículos em circulação ou transeuntes na via pública.

MEDIDAS PREVENTIVAS
A Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) recorda que o eventual impacto destes efeitos pode ser minimizado, sobretudo através da adoção de comportamentos adequados, pelo que, e em particular nas zonas historicamente mais vulneráveis, se recomenda a adoção das principais medidas preventivas para estas situações, nomeadamente:

–Garanta a desobstrução dos sistemas de escoamento das águas pluviais e retirada de inertes e outros objetos que possam ser arrastados ou criem obstáculos ao livre escoamento das águas;
–Evite qualquer tipo de atividade próxima de linhas de água, em especial nas zonas com histórico de inundações;
–Evite o estacionamento de veículos em zonas historicamente inundáveis;
–Não atravesse zonas inundadas, de modo a precaver o arrastamento de pessoas ou veículos para buracos no pavimento ou caixas de esgoto abertas;


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