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Trabalhadores dos Call Centers de Castelo Branco aprovaram caderno reivindicativo promovido pelo SINTTAV

Trabalhadores dos Call Centers de Castelo Branco aprovaram caderno reivindicativo promovido pelo SINTTAV

Foto: SINTTAV

Num comunicado enviado à redação da Rádio Voz da Planície, o Sindicato Nacional dos Trabalhadores das Telecomunicações e Audiovisual /SINTTAV) expõe a situação dos trabalhadores dos Call Centers de Castelo Branco, que após um longo "braço de ferro" com as empresas de trabalho temporário, viram aprovado "um caderno reivindicativo em plenários realizados nos centros de contacto do concelho, promovidos pelo SINTTAV, entre os dias 13 e 17 de julho de 2026". O documento já foi entretanto enviado às empresas "Knower, Randstad, Synchro e Intelcia". Segundo o comunicado do SINTTAV, estão cerca de mil profissionais a trabalhar "no setor dos centros de contacto, distribuídos principalmente pelos serviços da MEO, Intelcia, SIBS e Segurança Social" e a grande maioria "aufere o Salário Mínimo Nacional, recebe subsídios de refeição entre os 4,27 € e os 7,15 € e enfrenta condições de trabalho precárias, nomeadamente ao nível da contratação e da elevada pressão para o cumprimento de objetivos".

Em Portugal há, neste momento, "mais de 100 mil trabalhadores", que exercem uma profissão que "continua sem legislação específica e sem qualquer instrumento de regulamentação coletiva de trabalho", sublinha o sindicato.

O SINTTAV reforça também que são as empresas que definem "autonomamente os tempos de pausa, os tempos médios de atendimento, o valor do subsídio de refeição, os sistemas de incentivos e, na generalidade dos casos, limita-se ao pagamento do salário mínimo legal".

O sindicato chama-lhe uma "selva laboral" e que "perante esta realidade e sem identificar, por parte do Governo, vontade política para alterar esta situação, os trabalhadores decidiram organizar-se e lutar por melhores condições de trabalho, à semelhança do que acontece nos mais diversos setores de atividade, públicos e privados".

Quanto ao caderno reivindicativo, este "reflete as principais necessidades dos trabalhadores" e integra também "o pedido de agendamento de uma reunião, com o objetivo de analisar e discutir as propostas apresentadas", tudo feito "num espírito de diálogo", como salienta o sindicato, na tentativa de se manter a "seriedade e responsabilidade, como deve pautar qualquer processo negocial".

O SINTTAV pretende discutir com as empresas a valorização do subsídio de refeição, atribuição de diuturnidades, criação de subsídio de línguas, melhoria das condições de trabalho suplementar, atribuição do dia de aniversário, apoio à saúde, organização da carga horária, estrutura de carreiras, regime de férias e tempos de pausa.

Para o sindicato, uma das premissas é "a valorização do trabalho", que diz não ser "um custo, mas sim um investimento estratégico no crescimento, na qualidade do serviço e na sustentabilidade das próprias empresas".

O sindicato alerta que, a manterem-se os salários baixos e "desajustados das exigências e das competências requeridas", a situação irá afastar "profissionais qualificados". Outra das preocupações da estrutura é "a falta de investimento na melhoria das condições de trabalho" que "contribui para o aumento da rotatividade e do absentismo".

É com base na perspectiva de uma "negociação e aproximação de posições", que o SINTTAV e os trabalhadores querem percorrer "o melhor caminho para alcançar soluções equilibradas, capazes de conciliar a sustentabilidade económica das empresas com a justa valorização do capital humano".

Mas, a estrutura não deixa de fazer um aviso final, porque "caso não exista resposta ou disponibilidade para uma negociação séria e efetiva, a situação será analisada pelos trabalhadores, que decidirão, em momento oportuno, as formas de luta a desenvolver".


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