Em Portugal há, neste momento, "mais de 100 mil trabalhadores", que exercem uma profissão que "continua sem legislação específica e sem qualquer instrumento de regulamentação coletiva de trabalho", sublinha o sindicato.
O SINTTAV reforça também que são as empresas que definem "autonomamente os tempos de pausa, os tempos médios de atendimento, o valor do subsídio de refeição, os sistemas de incentivos e, na generalidade dos casos, limita-se ao pagamento do salário mínimo legal".
O sindicato chama-lhe uma "selva laboral" e que "perante esta realidade e sem identificar, por parte do Governo, vontade política para alterar esta situação, os trabalhadores decidiram organizar-se e lutar por melhores condições de trabalho, à semelhança do que acontece nos mais diversos setores de atividade, públicos e privados".
Quanto ao caderno reivindicativo, este "reflete as principais necessidades dos trabalhadores" e integra também "o pedido de agendamento de uma reunião, com o objetivo de analisar e discutir as propostas apresentadas", tudo feito "num espírito de diálogo", como salienta o sindicato, na tentativa de se manter a "seriedade e responsabilidade, como deve pautar qualquer processo negocial".
O SINTTAV pretende discutir com as empresas a valorização do subsídio de refeição, atribuição de diuturnidades, criação de subsídio de línguas, melhoria das condições de trabalho suplementar, atribuição do dia de aniversário, apoio à saúde, organização da carga horária, estrutura de carreiras, regime de férias e tempos de pausa.
Para o sindicato, uma das premissas é "a valorização do trabalho", que diz não ser "um custo, mas sim um investimento estratégico no crescimento, na qualidade do serviço e na sustentabilidade das próprias empresas".
O sindicato alerta que, a manterem-se os salários baixos e "desajustados das exigências e das competências requeridas", a situação irá afastar "profissionais qualificados". Outra das preocupações da estrutura é "a falta de investimento na melhoria das condições de trabalho" que "contribui para o aumento da rotatividade e do absentismo".
É com base na perspectiva de uma "negociação e aproximação de posições", que o SINTTAV e os trabalhadores querem percorrer "o melhor caminho para alcançar soluções equilibradas, capazes de conciliar a sustentabilidade económica das empresas com a justa valorização do capital humano".
Mas, a estrutura não deixa de fazer um aviso final, porque "caso não exista resposta ou disponibilidade para uma negociação séria e efetiva, a situação será analisada pelos trabalhadores, que decidirão, em momento oportuno, as formas de luta a desenvolver".
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