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Entidades reuniram para garantir a proteção e continuidade dos trabalhos no forum romano de Beja

Entidades reuniram para garantir a proteção e continuidade dos trabalhos no forum romano de Beja

Foto: CM Beja

Realizou-se esta semana, uma reunião de trabalho dedicada ao sítio arqueológico do forum romano de Beja, localizado na Rua da Moeda, durante a qual foram abordadas as questões relacionadas com a proteção do sítio, a conservação das estruturas arqueológicas existentes, a necessidade de aprofundar o conhecimento científico sobre esta área e a importância de criar, finalmente, as condições para uma futura valorização pública deste conjunto patrimonial. O forum romano de Beja constitui um dos espaços fundamentais para a compreensão da antiga cidade de Pax Iulia e da longa história urbana da cidade. A sua localização, no centro histórico, torna ainda mais relevante a cooperação entre as diferentes entidades com responsabilidades na gestão, estudo e proteção do património cultural.

Estiveram presentes o Vice-Presidente da CCDR Alentejo, o Vereador da Cultura e Património da Câmara Municipal de Beja, a Vice-Presidente do Património Cultural, I.P., vários diretores de departamento e de serviço do Património Cultural, I.P. e da CCDR Alentejo, bem como a responsável científica do projeto Arqueologia das Cidades de Beja, Professora Maria da Conceição Lopes, técnicos da Câmara de Beja e da Archaetools, empresa responsável pelos trabalhos de limpeza e desmatação do sítio.

A reunião teve como objetivo analisar a situação atual deste importante espaço arqueológico, bem como discutir possibilidades de articulação institucional que permitam assegurar a sua salvaguarda, estudo, valorização e integração qualificada na leitura histórica da cidade de Beja, a partir deste núcleo patrimonial situado no coração do centro urbano.

A reunião constituiu, assim, um momento importante de diálogo institucional, tendo em vista a definição de soluções adequadas, sustentáveis e compatíveis com a relevância histórica, arqueológica e urbana deste espaço, permitindo estabelecer as linhas de trabalho que, num futuro próximo, deverão orientar as intervenções de conservação e valorização das estruturas arqueológicas que as equipas se encontram a desenvolver no terreno, numa perspectiva que visa facilitar a comunicação entre o proprietário do sítio, quem trabalha no terreno, quem possui a orientação científica e os organismos responsáveis pelas tutelas de intervenções na área da arqueologia. Para além das questões técnicas específicas abordadas, ficou patente o interesse que o sítio possui no âmbito dos actuais projectos de conservação e valorização na área da arqueologia a nível nacional, assumindo-se como uma prioridade neste âmbito.


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