Ao longo deste caminho, foi possível envolver crianças e pessoas mais velhas, reforçando uma convicção que está na origem do próprio projeto: a cultura pode ser uma poderosa ferramenta de inclusão e intervenção social, capaz de aproximar pessoas, estimular a participação e criar novas relações dentro da comunidade.
É deste trabalho que nascem agora os primeiros seis episódios da radionovela Capitães da Esperança, construídos a partir das ideias, histórias e imaginário das crianças do Bairro da Esperança.
As histórias começaram a ganhar forma na oficina Capitães que Contam Histórias, orientada por Cristina Taquelim, membro da Cooperativa Chão Nosso, seguindo depois para a oficina Capitães da Radionovela, onde foram trabalhadas e gravadas, com coordenação de Ana Ademar e sonoplastia de Tiago Bento.
Nesta fase do projeto, o trabalho desenvolvido no Bairro da Esperança contou também com o apoio do SHAVE9G – projeto do Programa Escolhas, promovido pelo Centro Social, Cultural e Recreativo do Bairro da Esperança, cujo contributo foi importante na aproximação à comunidade e no desenvolvimento das atividades.
Mais do que seis momentos radiofónicos, ficam as vozes, as histórias e a experiência de criar em conjunto — e a certeza de que a cultura pode ser também um lugar de encontro, pertença e transformação social.
Entretanto, e de acordo com a informação partilhada pela associação cultural, estão programados os ensaios gerais do espetáculo "Olha o Sol que Vai Nascendo", dias 30 de maio e 2 de junho, no Bairro da Esperança e no Bairro das Pedreiras, respetivamente, cuja estreia oficial está agendada para o dia 17 de junho. Este é o trabalho que encerra a primeira fase do projeto da Ressurrectos e a sua apresentação pública está pensada para o centro histórico de Beja, reservando a associação, para muito breve, a confirmação exata da localização do evento.
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