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No "1.º de Maio os Médicos voltam à rua"

No "1.º de Maio os Médicos voltam à rua"

Foto: FNAM

Em comunicado, a Federação Nacional dos Médicos (FNAM) vai voltar à rua no próximo dia 1 de maio, como forma de reforçar o protesto contra o que diz ser o colapso do Serviço Nacional de Saúde (SNS). A FNAM refere que "faltam médicos, aumentam as listas de espera para consultas e cirurgias, e os bebés continuam a nascer em ambulâncias — enquanto Montenegro desinveste no serviço público e agrava a precariedade dos profissionais de saúde. No 1.º de Maio, os médicos saem à rua para exigir respostas".

A federação acrescenta que o SNS "continua a degradar-se — e quem paga são as pessoas. Faltam médicos e equipas, dos cuidados de saúde primários aos hospitais. As listas de espera para consultas e cirurgias disparam. Há serviços de urgência que encerram de forma permanente e os bebés continuam a nascer em ambulâncias. Chefes de equipa demitem-se. Cirurgiões entregam escusas de responsabilidade. Mais de 1,6 milhões de utentes não têm médico de família. Este é o retrato do país".

"Enquanto isto, a ministra Ana Paula Martins prefere gastar 250 milhões de euros com prestadores de serviço (2025) e abre caminho à perda de hospitais da gestão pública — seja pelo regresso às Parcerias Público-Privadas, que deixam para trás doentes mais complexos (oncológicos, VIH/Sida, doenças raras), seja pela entrega a misericórdias. Ao mesmo tempo, cresce o recurso a seguros de saúde: já são 4 milhões de pessoas — não por acaso, mas porque o SNS é deixado enfraquecer", refere também a FNAM.

Para os médicos, a reforma laboral que os atinge, bem como o futuro do SNS, estão comprometidos, com "semanas de trabalho normal até 50 horas, bancos de horas impostos, mais precariedade, horários desregulados e ataques à parentalidade, à contratação coletiva, ao direito à greve e à ação sindical".

"No 1.º de Maio, os médicos saem à rua porque a saúde não pode esperar. O caminho é claro: reforçar o SNS com equipas completas, vínculos dignos, salários e condições de trabalho justas", conclui a FNAM.


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