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PCP critica "afunilamento político" do projeto da Capital Europeia da Cultura Évora_27

PCP critica "afunilamento político" do projeto da Capital Europeia da Cultura Évora_27

Foto: CM Évora/site

O PCP argumentou em comunicado que a Capital Europeia da Cultura (CEC) Évora_27 “corre sérios riscos de não atingir os seus objetivos”, por se verificarem no projeto “linhas de afunilamento político e governamentalização”. No comunicado, a Direção da Organização Regional de Évora (DOREV) do PCP manifestou preocupações “relativas à preparação” da CEC “a três meses do seu início”. A estrutura comunista afirma que se verificam “linhas de afunilamento político e governamentalização, que alteraram de forma significativa o que foi aprovado, incluindo investimentos para a criação e requalificação de equipamentos” e a exclusão de “muitas estruturas regionais que se candidataram já este ano”, afirmou. O PCP de Évora, que analisou este e outros assuntos na reunião realizada no passado fim de semana, alertou que esta “nova situação” faz com que considere “que o projeto corre sérios riscos de não atingir os objetivos”.

Lembrando que o projeto da CEC foi uma “conquista”, em 2022, da então gestão comunista da Câmara de Évora – agora é liderada pelo PS -, “visando envolver todo o distrito e a região”, a DOREV afiançou que “continuará a denunciar e a desenvolver esforços para que Évora 27 beneficie os alentejanos e o Alentejo”.

No comunicado, os comunistas criticaram também, no setor da educação, “o processo vergonhoso em torno dos exames nacionais”.

O início do ano letivo, continuaram, “fica marcado pelo crescente número de alunos sem professor a pelo menos uma disciplina, estimando-se em cerca de 6.000 no distrito de Évora”, e também pela “dita ‘reforma’ da Ação Social no Ensino Superior, com impactos negativos nas bolsas e no alojamento”.

“Acrescem as situações de instalações com necessidades de requalificação e reparação, como é o caso da cozinha do refeitório das instalações da Parque escolar em Arraiolos, responsabilidade do Governo que urge ser respondida”, criticou a DOREV.

Em termos dos transportes, o PCP exigiu medidas para “reforçar e melhorar o transporte ferroviário, quer no serviço intercidades Évora – Lisboa, quer na linha do Alentejo”.

A área da saúde é igualmente mencionada no comunicado, com a estrutura distrital do PCP a argumentar que faltam “profissionais como médicos especialistas em diversas áreas”.

De acordo com os comunistas, a Unidade Local de Saúde do Alentejo Central (ULSAC) está, “neste momento, sem resposta de dermatologia”, enquanto, na radioterapia, os doentes oncológicos que precisam desse tipo de tratamento têm de se “deslocar para serviços em Lisboa ou Santarém”.

“A DOREV do PCP manifesta ainda a sua profunda preocupação com dificuldades sentidas em cuidados de saúde primários, como é exemplo a previsível redução do horário do serviço de consulta aberta na Unidade de Cuidados de Saúde Primários (UCSP) de Redondo”, assinalou a mesma estrutura partidária.

O PCP alertou que, nesse centro de Saúde, “numa altura em que já vigora um desagravamento do serviço, perspetiva-se agora um novo e grave recuo no atendimento, com particular incidência nos fins de semana, limitando ainda mais o acesso da população aos cuidados de saúde primários”.


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