Comparando com o ano passado, ficaram agora muito menos vagas por ocupar tanto nas universidades como nos politécnicos, registando-se nesta 2.ª fase uma taxa de ocupação de 83% e 59%, respetivamente.
Enquanto 871 cursos preencheram todas as vagas disponibilizadas, outros 52 não colocaram nenhum aluno.
Olhando para o mapa, as escolas no interior do país voltam a ter menos procura: Aí estão 36,1% de todas as vagas disponibilizadas e 60%das vagas que ficaram vazias.
Já o litoral continua a atrair mais candidatos, destacando-se Lisboa e Porto, com taxas de ocupação superiores a 95%, e Aveiro com 88%. Em contraste, nas instituições de Bragança, Beja e Viseu mais de metade das vagas ficou vazia.
A maioria das vagas sobrantes encontra-se nos institutos politécnicos, mas também há três universidades em que sobraram mais de 100 vagas: São as universidades da Beira Interior, de Évora e de Trás-os-Montes e Alto Douro.
Nos politécnicos, as instituições com mais lugares por preencher são o Instituto Politécnico de Bragança (com 885 vagas), o de Castelo Branco (308) e o de Viseu (307 vagas).
Apenas duas instituições surgem nas listas do ministério com todas as vagas ocupadas: o ISCTE – Instituto Universitário de Lisboa e a Escola Superior de Hotelaria e Turismo do Estoril.
Quanto às áreas de estudo, os cursos de Direito, Jornalismo e Informação e Serviços de Transporte são os únicos com todas as vagas ocupadas.
Os alunos têm agora entre 1 a 3 de outubro para fazer a matrícula e inscrição nas instituições em que foram colocados.
Mas os estudantes podem também concorrer à terceira fase do concurso, que se realiza entre 10 e 12 de outubro através do site da Instituto para o Ensino Superior (http://www.dges.gov.pt).
Este ano, por causa dos problemas com a classificação digital dos exames nacionais do ensino secundário, que atrasaram a divulgação das notas dos alunos e obrigaram a recalcular milhares de notas e a responder a um número inusitado de pedidos de reapreciação de provas, a tutela criou uma época extraordinária de exames.
Os alunos que fizeram provas em setembro, na época especial, puderam concorrer a esta 2.ª fase do concurso nacional com os resultados desta época especial.
Apesar dos problemas, na 1.ª fase do CNAES foram colocados 49.991 estudantes, um número próximo da média habitual dos últimos anos, que só foi quebrado no ano passado, quando pouco mais de 43 mil alunos conseguiram uma vaga numa universidade ou politécnico.
© 2026 Rádio Voz da Planície - 104.5FM - Beja | Todos os direitos reservados. | by pauloamc.com