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Apenas cinco das 26 sub-regiões superaram média de desenvolvimento regional em 2024

Apenas cinco das 26 sub-regiões superaram média de desenvolvimento regional em 2024

Foto: Rádio Voz da Planície

Apenas cinco das 26 sub-regiões portuguesas superavam, em 2024, a média nacional de desenvolvimento regional global, segundo os resultados de um índice divulgados ontem pelo Instituto Nacional de Estatística (INE). Segundo o INE, o Índice Sintético de Desenvolvimento Regional, relativo a 2024 demonstra que apenas as sub-regiões NUTS III da Grande Lisboa (107,83), da Área Metropolitana do Porto (103,10), da Região de Coimbra (101,09), da Região de Aveiro (100,97) e do Alto Minho (100,49) superavam a média nacional em termos de desenvolvimento regional global. A Região Autónoma dos Açores (RAA), o Douro, o Baixo Alentejo, o Alentejo Litoral, o Alto Alentejo e o Tâmega e Sousa, apresentaram os índices de coesão mais baixos.

Este índice procura demonstrar “o comportamento diferenciado” e a complexidade do desenvolvimento regional, sendo calculado com base numa matriz de 65 indicadores estatísticos, estruturados em dimensões de competitividade, coesão e qualidade ambiental.

Em 2024, a Área Metropolitana do Porto (AMPorto) era a única sub-região com desempenho acima da média nacional nos índices de desenvolvimento regional, competitividade, coesão e qualidade ambiental.

Embora acima da média nacional no índice global, as sub-regiões da Grande Lisboa, Região de Coimbra, Região de Aveiro e Alto Minho ficaram aquém da média nacional numa das outras dimensões parciais: a Grande Lisboa e a Região de Aveiro não superavam a média nacional na qualidade ambiental e a Região de Coimbra e o Alto Minho não atingiam a média nacional na competitividade.

No extremo oposto, com desempenhos abaixo da média nacional nos quatro índices, encontravam-se as NUTS III Alentejo Litoral, Algarve, Lezíria do Tejo, Península de Setúbal, Oeste, Tâmega e Sousa e Viseu Dão Lafões.

“O perfil regional mais comum, abrangendo 10 NUTS III, evidenciava desempenho no índice de qualidade ambiental acima da média nacional, a par de resultados inferiores ao valor nacional nos índices de competitividade e coesão”, acrescentou o INE.

De acordo com os dados divulgados hoje, em 2024 o índice de competitividade “apresentava a maior disparidade regional entre as três dimensões de desenvolvimento”.

O interior continental obteve um índice de competitividade menor em comparação com o litoral, onde se concentravam as sub-regiões com valores mais elevados nesta dimensão.

A média nacional deste índice foi superada apenas na Grande Lisboa (116,69), com posição destacada, na Região de Aveiro (106,84) e na AMPorto (106,64).

No índice de coesão, os resultados demonstram um território mais equilibrado, com nove sub-regiões NUTS III, maioritariamente do litoral, a superarem a média nacional. Neste índice, a Grande Lisboa (108,80), a Região de Coimbra (106,20) e o Cávado (104,25) registaram os valores de coesão mais elevados, indicou o INE.

Obtiveram ainda bons resultados na coesão a AMPorto (102,22), o Alentejo Central (102,20), o Médio Tejo (101,87), a Região de Leiria (101,82), o Alto Minho (101,58) e a Região de Aveiro (101,13).

A Região Autónoma dos Açores (RAA), o Douro, o Baixo Alentejo, o Alentejo Litoral, o Alto Alentejo e o Tâmega e Sousa apresentaram os índices de coesão mais baixos.

No âmbito da qualidade ambiental, os valores mais elevados foram obtidos em sub-regiões do interior do Continente e nas Regiões Autónomas.

“A média nacional era superada por 15 sub-regiões NUTS III, verificando-se uma disparidade regional menor do que a observada para a competitividade e a coesão”, salientou o INE.

A Região Autónoma dos Açores (113,84) era, em 2024, a sub-região NUTS III com melhor desempenho no índice de qualidade ambiental, no qual também obtiveram resultados superiores à média nacional o Alto Minho (105,71), a Região de Leiria (102,80), a Região de Coimbra (102,46) e a AMPorto (100,14).

“Entre as 11 sub-regiões com índices de qualidade ambiental abaixo da média nacional, encontravam-se quatro das 10 mais competitivas: Grande Lisboa, Região de Aveiro, Cávado e Península de Setúbal”, destacou o INE.


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