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Cultura

Beja : Clube Unesco acolhe exposição Policromias da Memória e do Sonho

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Beja : Clube Unesco acolhe exposição Policromias da Memória e do Sonho

Foto: Site da CM Beja

É feita nesta sexta-feira, dia 14, a inauguração, pelas 18h00, no Clube Unesco da capital de distrito, da exposição "[“Beja: - Policromias da memória e do sonho”], que procure ser, também, um tributo à idiossincrasia das gentes de Beja e dos baixo-alentejanos (e tantos/as mais!) quê continuam a entender Beja como o polo central da região", refere o autor Manuel Maria Barroso.

«Não tendo nascido em Beja, o autor [nascido na vila baixo-alentejana de Alvito] é um testemunho desses afectos e das emoções que estiveram no seu crescimento, especialmente onde fez parte da sua formação escolar, onde teve a sorte de viver o dia do nascimento da Liberdade e da Democracia e onde, de uma forma geral, continuam a viver ou a se reunir os muitos amigos que tem no seu acervo sensível.

A cidade de Beja, na sua dimensão agregadora de gentes e memórias, é uma enciclopédia de história, de serenidade, de “cantos e recantos” de ímpar beleza, de amizade… e, porque não dizer, o cenário de algum “proto-fatalismo” que parece estar de braço dado com o esquecimento que se sente em inúmeros contextos, aliás, extensiva a toda a região.

Se Beja respira o que de mais sensível têm as suas ruas, a cal das paredes ou as pedras dos seus monumentos, também, tem na sua multisecular etnografia (onde o polifónico Cante é estandarte) o significado da amizade, da solidariedade e, porque não referir, o seu magnífico património gastronómico e báquico, sem esquecer os/as seus/suas artistas, escritores/as, mestres e gentes anónimas que continuam a ser o seu melhor e mais sólido suporte.

Falar, escrever ou pintar Beja é recordar Soror Mariana Alcoforado e viajar ao seu mundo de “ousadia e da paixão”, é pensar que Beja (e zona bejense) também viu nascer, entre tantos/as, Mário Beirão, Manuel Ribeiro, Catarina Eufémia, Joaquim Figueira Mestre, Florival Baiôa e muitos/as mais ilustres pessoas ou, igualmente, ser a “pequena-pátria por opção” de Manuel da Fonseca, Leonel Borrela, por exemplo. E a lista seria enorme…

Eis a razão fundamental para esta mostra de aguarelas, as quais retratando “aqui ou ali” alguns dos “recantos” mais conhecidos de Beja, pretende, por esta via, homenagear Beja e as suas gentes.

“Nascido e criado” em Alvito (Beja), Manuel Maria Feio Barroso tem dividido a sua vida entre Lisboa e o Alentejo, passando ainda muitos anos em Espanha (Pamplona e Vigo). Teve a sua primeira residência na capital, onde frequentou o curso de pintura da Sociedade Nacional de Belas Artes.

Aposentado da Administração Pública, exerceu diversas funções quer como técnico superior quer como dirigente: foi o primeiro responsável pela Delegação do Instituto Camões, em Vigo, Espanha (Centro Cultural Português em Vigo).

Estudou Filosofia e Ciências da Educação (Secção de Pedagogia) com suficiência investigadora e estudos de doutoramento em Ciências da Educação (Pedagogia).

Foi leitor de Língua e Cultura Portuguesas na Universidade de Vigo (Espanha), onde exerceu funções docentes (especialmente no âmbito da educação e ensino especial, com pós-graduação nesse domínio), bem como funções técnico-pedagógicas superiores, quer em Portugal (no então Instituto de Inovação Educacional), quer no âmbito do Ensino Português no Estrangeiro (E.P.E.), em Espanha.

Esteve acreditado como Vice-cônsul para os Assuntos Culturais, junto do Consulado-Geral de Portugal em Vigo.

Exerceu funções docentes universitárias (Universidade Autónoma de Lisboa, Instituto Superior de Educação e Ciências, Lisboa e Universidade de Navarra).

Foi ainda membro do painel “Factos e opiniões”, da plataforma digital “O Atual” e, posteriormente, colaborador, através de artigos de opinião. Passou ainda pelo “Diário do Alentejo”, como colaborador, mais uma vez, através de artigos de opinião.

Embora nunca tenha assumido formalmente e com regularidade a sua acção no campo das artes, tem participado em diversas exposições individuais e coletivas quer de pintura (aguarela, óleo e acrílico) quer de escultura (madeira e poliuretano). Tem obras (em especial aguarelas e acrílicos) em coleccionadores particulares em Espanha, França, Itália, Brasil, Canadá, Malta e Reino Unido.

É o autor da escultura mural (Fénix) exposta no Quartel dos Bombeiros Voluntários de Alvito e do molde que serviu para a réplica exposta no homólogo quartel dos Bombeiros Voluntários de Redondo (Alentejo Central).

Integrou o grupo de jovens responsáveis pela (então) reactivação do que fora o atelier do mestre Carlos Montes, em Beja (1973-1979) e frequentou os estúdios dos mestres José Flores e José Andrés (ambos em Vigo, entre 2000 e 2003).

Frequentou diversos cursos, ações de formação e encontros no âmbito da pintura e da escultura, quer em Portugal quer em Espanha.

Foi o primeiro presidente da direção do ex-Movimento Juvenil de Alvito, instituição que assessorou a Câmara Municipal de Alvito, então responsável pela reunião das peças, restauro e catalogação do pelourinho da vila de Alvito, em 1978 (que se encontrava desagregado e com as peças dispersas por diferentes lugares).

Foi co-autor do projecto de redefinição do veio a concretizar-se no coreto existente na Praça da República, em Alvito», é divulgado pelo Clube Unesco.


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