"As duplas de cães de assistência registadas na ADI usufruem de maior acessibilidade, respeito e tranquilidade graças aos nossos rigorosos padrões, desenvolvidos ao longo de quatro décadas", refere a organização. "No entanto, estes direitos, tão arduamente conquistados, estão em perigo. Falsos cães com mau comportamento, o desconhecimento da legislação e a discriminação impedem que muitas duplas frequentem transportes públicos, restaurantes, centros de saúde e hospitais."
Os cães de assistência passam por treinos rigorosos, sendo obrigatoriamente animais "dóceis e bem cuidados, como os que são treinados e disponibilizados pelos membros da ADI". A organização acrescenta que estes cães "trazem grandes benefícios para as pessoas com diversidade funcional, para as suas comunidades e para as empresas locais". Através da iniciativa #BetterTogether, a ADI destaca a importância de acolher bem as duplas de cães de assistência em aviões, comboios, autocarros, táxis, cafés, hospitais e outros espaços públicos.
"Padrões exigentes abrem portas às pessoas com diversidade funcional e aos seus cães de assistência", afirma Danny Vancoppernolle, Presidente da ADI. "Quer seja proprietário de um restaurante, um motorista de autocarro ou um médico, pode ter a tranquilidade de receber no seu local de trabalho um cão de assistência certificado pela ADI. Orgulhamo-nos dos nossos padrões e levamo-los muito a sério, sobretudo porque a segurança do cão, do utilizador e do público está em jogo."
Como única representante da ADI em Portugal, a Ânimas juntou-se a esta iniciativa internacional reforçando a mensagem de que cães bem treinados e certificados mudam vidas. Abílio Leite, Presidente da Ânimas, alerta primeiramente para a questão legal: "Portugal tem desde 2007 uma das melhores legislações do mundo (Decreto-Lei n.º 74/2007) e está na fase final a revisão da norma europeia. Porém, é necessário regulamentar para podermos responsabilizar civil e criminalmente quem não respeita aquilo que está na lei."
O Presidente da Ânimas chama também a atenção para os problemas no acesso a espaços públicos decorrentes da postura de algumas empresas de segurança privada em Portugal: "É fundamental haver uma maior sensibilização dos seus profissionais quanto à abordagem feita às pessoas acompanhadas por cães, sejam de assistência ou de companhia, para que seja feita de forma educada e no sentido de tentar perceber o motivo do animal ali estar. Todos os nossos utilizadores estão sensibilizados e preparados para facultar e apresentar a documentação legal sempre que solicitados. Contudo, infelizmente, alguns profissionais têm uma abordagem ríspida, e isso já despoletou crises graves em beneficiários nossos com incapacidades invisíveis, como a epilepsia ou o autismo. Pede-se das empresas, formação e, acima de tudo, empatia e sensibilidade na abordagem, bem como mais informação sobre os cães de assistência, matérias sobre as quais a Ânimas está totalmente disponível para colaborar e formar."
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