"A devastação provocada pelos sucessivos fenómenos climáticos de extrema gravidade que atingiram o país nos últimos dias, já causou prejuízos superiores a 775 milhões de euros nos setores agrícola e florestal, estimando-se que este valor possa ainda vir a aumentar à medida que o levantamento dos danos prossiga", refere a CAP na nota de imprensa.
A confederação reforça a convicção de que, a dimensão dos estragos causados pelos últimos eventos meteorológicos, é substancialmente superior às verbas disponibilizadas pelos diferentes programas europeus.
Neste sentido, a CAP diz que "é imprescindível assegurar uma resposta financeira robusta que permita cumprir dois objetivos fundamentais: a reposição da capacidade produtiva, estratégica e indispensável para o país, e o ressarcimento dos prejuízos sofridos pelos muitos milhares de agricultores e produtores florestais de todo o território nacional".
A CAP também considera que "a mobilização de recursos financeiros do Estado português" deve ser urgente e feita "através do Orçamento do Estado, de forma a garantir uma resposta eficaz, solidária e abrangente". Nessa resposta devem estar contemplados "TODOS os prejudicados, por estes fenómenos extremos e não apenas aqueles cujas propriedades e bens se localizam em áreas abrangidas pela declaração de situação de calamidade".
Entretanto, a CAP já solicitou, "com carácter de urgência, reuniões com o Governo e com os partidos políticos com representação parlamentar, defendendo que a resposta a esta crise deve ser assumidamente nacional, assente num compromisso político claro que assegure a alocação plena e célere dos recursos financeiros necessários para apoiar os agricultores, produtores florestais e o futuro da produção nacional".
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