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Alterações climáticas afetam sobrevivência dos Cavalos-marinhos

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Alterações climáticas afetam sobrevivência dos Cavalos-marinhos

Investigadores alertam para o impacto das alterações climáticas na sobrevivência da espécie cavalos-marinhos. Elementos do estuário do Sado foram estudados e devolvidos, entretanto, ao seu habitat.

O estudo sobre o efeito do aquecimento do oceano no comportamento e fisiologia do cavalo-marinho-de-focinho-comprido revelou que “a exposição a temperaturas elevadas poderá implicar elevados custos energéticos e uma diminuição da sua condição corporal.”

Os cavalos-marinhos estudados foram retirados do estuário do Sado, um dos maiores estuários de biodiversidade da Europa, onde foi detetada uma comunidade populacional de cavalos-marinhos de duas espécies, o cavalo-marinho-de-focinho-comprido, Hippocampus guttulatus, e o cavalo-marinho-comum, H. hippocampus.

“Apesar dos cavalos-marinhos terem resiliência térmica e capacidade de adaptação a curto prazo, o gasto de energia que a exposição a temperaturas mais elevadas pode acarretar, a médio-longo prazo, poderá trazer consequências ao nível do crescimento e sobrevivência da espécie”, explica a investigadora do Centro de Ciências do Mar e do Ambiente (MARE) do Instituto Superior de Psicologia Aplicada (Ispa) de Lisboa, Ana Margarida Faria, coordenadora do estudo.

“Os indivíduos expostos às temperaturas mais elevadas revelaram maior atividade e maior ingestão de alimento, no entanto, este aporte energético extra não foi suficiente para suprir as necessidades provocadas pelo stress térmico, tendo-se observado a perda de peso nestes casais”, refere Miguel Correia, investigador do MARE-Ispa e da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN [SPS SG]).

O investigador do MARE-Ispa Gonçalo Silva reforça que “é absolutamente urgente e fundamental recolher dados científicos sobre os cavalos-marinhos no estuário do Sado, para que se possam tomar decisões e aplicar medidas de mitigação e de conservação, com base científica. Para além da necessidade de conservação destas espécies que estão em perigo, o seu carisma perante a sociedade faz delas espécies-bandeira, usadas em ações de sensibilização e de conservação da biodiversidade marinha, gerando um efeito positivo como um todo”.

Em Portugal, as populações da Ria Formosa são as mais estudadas, e na última década sofreram uma redução na ordem dos 90%. Estas espécies, assim como o seu habitat preferencial (pradarias de ervas-marinhas), estão ameaçadas e protegidas por leis nacionais e internacionais, pelo que é de crítica importância aumentar o conhecimento científico sobre estas espécies prioritárias para a conservação. 


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