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Depressão INGRID traz agravamento do estado do tempo

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Depressão INGRID traz agravamento do estado do tempo

Foto: INMET

O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) prevê para os próximos dias um agravamento do estado do tempo em Portugal continental devido aos efeitos da depressão INGRID, com precipitação, vento, agitação marítima e queda de neve, destacando os períodos de chuva, por vezes forte, em especial no litoral a norte de Sines e no interior Centro e Sul, durante a tarde e início da noite de hoje, 22 de janeiro. As autoridades aconselham precaução e atenção redobrada, mantendo-se a par das informações da meteorologia e seguindo as indicações da Proteção Civil e Forças de Segurança.

O IPMA acrescenta ainda os alertas para vento forte e com rajadas no litoral, em especial a sul do Cabo Mondego, e nas terras altas do Centro e Sul, mais intenso nos dias 23 e 24 de janeiro. A agitação marítima forte na costa ocidental, com ondas até 7 metros até ao final do dia 23 de janeiro, podendo atingir os 12 metros de altura máxima. No dia 24 de janeiro, prevêem-se ondas até 9 metros, podendo atingir os 15 metros de altura máxima. Também se prevê queda de neve nas regiões Norte e Centro a 23 de janeiro, acima dos 600/800 m, descendo pontualmente aos 400 m no final da tarde, com acumulações até 5 cm acima dos 600 m e entre 20 a 30 cm acima dos 800 m até à manhã de 24 de janeiro.

De acordo com a informação da Agência Portuguesa do Ambiente (APA), podem ocorrer variações significativas dos níveis hidrométricos nas zonas historicamente mais vulneráveis, em particular nos dias 22 e 23 de janeiro, nas Bacias hidrográficas do rio Minho, sub-bacia do Coura; do rio Lima, sub-bacia do Vez; do rio Cávado; rio Mondego; rio Vouga; rio Guadiana (sul); rio Arade - potencial subida de caudais e nos dias 22, 23 e 24 de janeiro, nas Bacias hidrográficas do rio Vouga, sub-bacia do Águeda - caudais superiores aos habituais.

A Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) recorda que o eventual impacto destes efeitos pode ser minimizado, sobretudo através da adoção de comportamentos adequados, pelo que, e em particular nas zonas historicamente mais vulneráveis, se recomenda a adoção das principais medidas preventivas para estas situações, nomeadamente:

- Garantir a desobstrução dos sistemas de escoamento das águas pluviais e retirada de inertes e outros objetos que possam ser arrastados ou criem obstáculos ao livre escoamento das águas;

- Garantir uma adequada fixação de estruturas soltas, nomeadamente, andaimes, placards e outras estruturas suspensas;

- Ter especial cuidado na circulação e permanência junto de áreas arborizadas, estando atento para a possibilidade de queda de ramos e árvores, em virtude de vento mais forte;

- Ter especial cuidado na circulação junto da orla costeira e zonas ribeirinhas historicamente mais vulneráveis a galgamentos costeiros, evitando a circulação e permanência nestes locais;

- Não praticar atividades relacionadas com o mar, nomeadamente pesca desportiva, desportos náuticos e passeios à beira-mar, evitando ainda o estacionamento de veículos muito próximos da orla marítima;

- Adotar uma condução defensiva, reduzindo a velocidade e tomando especial atenção à eventual acumulação de neve e/ou formação de lençóis de água nas vias rodoviárias;

- Evitar a circulação em vias afetadas pela acumulação de neve.


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