Na nota enviada à Rádio Voz da Planície, os eleitos da CDU expõem os pontos positivos deste orçamento para o concelho de Beja, mas também ressalvam o acompanhamento de matérias fora do orçamento, como é o caso da gestão pública da água, referindo que não aceitam qualquer proposta que vise a sua privatização. Neste âmbito, surgiu também o voto contra o aumento no preço nas tarifas da água porque, de acordo com a CDU, "Beja já está entre os Munícipios do país com a factura mais alta".
A coligação PCP/PEV que compõe a CDU, diz no documento que se apresentou "nas eleições autárquicas de 2025 com o propósito claro de alterar as opções políticas que vêm sendo adoptadas no rumo da Autarquia. O compromisso assumido pelos eleitos da CDU com as populações do Concelho de Beja é conhecido e mantem-se, independentemente da arrumação política nos diferentes órgãos autárquicos. O orçamento municipal para 2026 e as grandes opções do plano para o quadriénio 2026/2029, tratam-se de documentos de início de mandato, resultante de um novo quadro político-institucional, que inevitavelmente acolhe compromissos assumidos pelo Município no mandato anterior".
A coligação também mantém a convicção de este não ser um orçamento final, mas sim um "orçamento de transição, ficando longe das políticas de fundo que o Concelho necessita para o seu desenvolvimento global" mas que, ainda assim "apresenta alterações importantes no sentido de dar mais centralidade aos trabalhadores do Município, na relação com as Freguesias, no apoio à cultura e na relação com os munícipes".
A CDU assinala ainda oito "aspectos, fruto da intervenção dos eleitos da CDU", através dos quais demonstra a importância da sua intervenção na elaboração do documento:
"1- Alargamento na atribuição do subsídio de penosidade e insalubridade a setores operacionais que há muito o reclamavam;
2- Reforço significativo da contratação de trabalhadores para o sector operacional, na área de higiene e limpeza urbana;
3- Início de obras de requalificação no Parque de Materiais, para dar melhores condições aos trabalhadores do sector operacional;
4- Adopção pelo Município da opção gestionária, permitindo ir para lá das limitações impostas pelo SIADAP, permitindo que mais trabalhadores possam progredir nas suas carreiras. Este cenário não ilude a necessidade de revogação do SIADAP e adopção de um modelo de avaliação dos trabalhadores que não limite o direito a progredir nas carreiras.
5- Redução do contrato de prestação de serviços para o sector da limpeza urbana, permitindo a abertura de concursos para a passagem de trabalhadores ao quadro da autarquia;
6- O reforço de verbas para as freguesias, que prevê um aumento de 51% nos Contratos-Programa de investimento e um acréscimo de verbas, face a 2025, no âmbito dos Contratos Interadministrativos e dos Acordos de Execução, eliminando imposições por por parte da Câmara Municipal quando à utilização dessas verbas;
7- O reforço de verbas para a cultura, com a consolidação de uma agenda cultural que dignifique o concelho, e relance novamente o nome de Beja, no panorama nacional, com um aumento reforço directo de verbas de 12,5% e execução de candidatura à DGARTS;
8- O aumento de verbas para o Movimento Associativo, com a actulização de valor em 450 mil euros para este ano, para permitir maior capacidade de dinanização do movimento associativo desportivo e cultural do concelho".
Tal como referido anteriormente, a CDU diz que "não sendo matéria de orçamento municipal, mas destacamos ainda, o ínicio de discussão do ACEP com STAL, e o compromisso pleno dos eleitos da CDU na defesa da gestão pública da água, na qual não acompanharemos qualquer manobra que vise o avanço na privatização da gestão da mesma".
E acrescenta que "esta posição de princípio foi transposta para o voto contra o aumento no preço nas tarifas da água, posição tida pelos vereadores da CDU em reunião de Câmara, pelo facto de penalizar ainda mais os munícipes pela facturação da água, num quadro em que Beja já está entre os Munícipios do país com a factura mais alta".
De acordo com os eleitos da CDU na Assembleia Municipal, "a aprovação do orçamento municipal contribui, nesta fase, para a criação de condições mais favoráveis ao desenvolvimento do Concelho, na defesa do serviço público nomeadamente com avanços nos direitos dos trabalhadores da autarquia, para os agentes culturais, na perspectiva de aumentar a fruição e a diversificação no acesso à cultura, no reforço da capacidade de autonomia das freguesias, não ultrapassando todas as dificuldades para o desenvolvimento do trabalho, mas dotando-as certamente de melhores condições para desenvolver mais trabalho junto das populações".
Como conclusão da explicação que motivou "o voto favorável dos eleitos da CDU neste orçamento municipal e nas GOP", referem que este "reforça a certeza de que existem ainda muitas respostas a dar a inúmeros problemas e é, por esse caminho, que os eleitos da CDU vão continuar, com as populações e com os trabalhadores do concelho, a lutar por melhores condições de vida".
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