A nota enviada à redação da Rádio Voz da Planície, reforça a importância desta conferência tendo em conta a "necessidade veiculada em colóquios e mesas-redondas realizadas nos últimos anos", nas quais muitos dos intervenientes expressaram a vontade "de se analisar os caminhos percorridos desde então, as novas realidades e a necessária reflexão estruturada de debater a salvaguarda e o futuro do Cante".
É com base nesta premissa que, a organização desta conferência, propõe dar o seu contributo "com a participação de todos os grupos corais, investigadores, agentes culturais, autarcas e outros protagonistas do Cante, da Diáspora e do Alentejo, tendo presente que um fórum de participação democrática pode ser da maior importância para o futuro do Cante, como foi o 1º Congresso, do Cante, realizado em 1997, em Beja".
Vão ser convidadas a constituir uma "Comissão Científica", várias entidades a nível regional, nacional ou internacional, "que no Alentejo ou na Diáspora estão direta ou indiretamente ligadas ao Cante, bem como personalidades académicas e outras, de reconhecido mérito".
A escolha do concelho de Almada, assenta no facto de este ter "uma comunidade de mais de 50 mil descendentes e naturais do Alentejo, ligeiramente superior à população da cidade de Évora". A organização sublinha que também foi onde se realizou "a grande iniciativa comemorativa do 1º aniversário do Cante PCIH em 2015 e tem mantido um projeto estruturado de ensino do Cante em sala de aulas e de outros contributos regulares para a salvaguarda do Cante é o local adequado para se realizar esta Conferência Internacional do Cante Alentejano", pontos importantes que reforçam a escolha do local.
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