Voltar

Sociedade

Elevado recurso à Internet e serviços digitais representa exposição transversal ao risco - relatório

Sociedade

Elevado recurso à Internet e serviços digitais representa exposição transversal ao risco - relatório

Foto: Pixabay

O relatório Cibersegurança em Portugal - Sociedade 2024, divulgado, conclui existir um elevado recurso pelas pessoas e organizações à Internet e certos serviços digitais, o que representa uma exposição ao risco de crimes informáticos “de forma transversal”.

O documento do Observatório de Cibersegurança do Centro Nacional de Cibersegurança (CNCS), que analisa as atitudes, comportamentos e a educação e sensibilização no âmbito da cibersegurança, com base em dados de 2023 e de 2024, apresenta conclusões e algumas recomendações sobre o assunto.

Segundo o relatório, as empresas e a Administração Pública têm dificuldade em interiorizar “competências especializadas em cibersegurança”, o que é negativo “para a proteção contra ameaças com um maior pendor técnico, como o 'ransomware' (pedidos de resgate por dados informáticos) e, em parte, o comprometimento de contas”.

“O insuficiente uso do MFA (múltiplo fator de autenticação, para criar uma defesa em camadas de duas ou mais credenciais independentes) na Administração Pública é particularmente preocupante, atuando negativamente sobre estas e outras ameaças, sobretudo as que envolvem palavras-passe e o acesso a contas”, acrescenta.

Na sua 6.ª edição, o estudo utiliza dados do Eurostat e da Direção-Geral de Estatísticas da Educação e Ciência (DGEEC), bem como de fontes abertas ou de inquéritos realizados pelo Observatório à comunidade.

Negativa é igualmente, de acordo com o relatório, “a falta de uma maior massificação das ações de sensibilização em cibersegurança e a quase ausência de avaliação do impacto, nos comportamentos dos públicos-alvo, das ações que são realizadas em geral”.

Entre as principais conclusões e no que se refere a questões positivas, o estudo destaca que nos media e nos índices de pesquisa ‘online’ tem aumentado o interesse pelas “ciberameaças relevantes ligadas ao fator humano”, assim como a “elevada sensibilidade das organizações relativamente à cibersegurança, embora tenham poucos recursos internos".

Ao nível da sensibilização e educação, o relatório conclui que se recorre pouco a “meios de grande alcance” para campanhas sobre cibersegurança, registando que tem havido “maior investimento das organizações em ações dirigidas aos colaboradores” e que “continua a aumentar o número de cursos e alunos de cibersegurança no ensino superior”.

Para fazer face aos riscos e vulnerabilidades, o estudo recomenda que qualquer formação sobre literacia digital inclua a questão da cibersegurança, uma maior utilização do MFA e o aumento dos “recursos das organizações em cibersegurança, nomeadamente na Administração Pública e pequenas e médias empresas”, assim como do alcance das ações de sensibilização, para se chegar a um público mais alargado.

O relatório do CNCS Cibersegurança em Portugal - riscos e conflitos, divulgado em julho, indica que a criminalidade informática no ciberespaço aumentou em 2023, embora tenha estabilizado o número de incidentes.

Segundo o estudo, as autoridades policiais registaram, em 2023, 2.512 crimes informáticos, enquadrados pela Lei do Cibercrime, mais 13% do que em 2022, merecendo destaque o “acesso/interceção ilegítimos e a falsidade informática”, fenómeno que cresceu 33%.

As ciberameaças mais relevantes foram o ‘ransomware’ (pedidos de resgate por dados informáticos), ‘phishing’ (tentativa de obter dados pessoais sensíveis através de email) ou ‘smishing’ (‘phishing’ através de mensagens de texto), burlas ‘online’ e comprometimento de contas.



PUB
PUB
PUB

18.ª Gala de Mérito Escolar do Crédito Agrícola Mútuo do Alentejo Sul

Música

Vencedores dos Grammy anunciados hoje com dois portugueses nomeados

Acabou de tocar...

BEJA meteorologia
Top
Este site usa cookies para melhorar a sua experiência. Ao continuar a navegar estará a aceitar a sua utilização.