Voltar

Cultura

Encontro da Canção de Protesto em Grândola, com dezenas de atividades

Cultura

Encontro da Canção de Protesto em Grândola, com dezenas de atividades

Foto: Pixabay

O Encontro da Canção de Protesto, que se realiza hoje, 21 de junho e até domingo, dia 23, assinala os 50 anos do 25 de Abril de 1974, com exposições, sessões testemunhais, cinema, apresentação de livros e concertos.

Durante o evento, organizado pela Câmara de Grândola, no âmbito do Observatório da Canção de Protesto, será dado destaque “à canção de protesto em Portugal em contexto ditatorial” e no atual “contexto democrático”, explicou à agência Lusa a vice-presidente do município, Carina Batista.

“Embora o contexto ditatorial de há 50 anos não ser semelhante ao atual, continuamos a discutir muitos dos problemas que existiam nessa altura”, disse. Ao mesmo tempo, acrescentou, “perspetivam-se anos futuros muito complexos e, se calhar, um retrocesso em muitos dos direitos que foram adquiridos”.

Por isso, segundo a autarca, estes encontros “são muito importantes” e servem “para alertar” o público, de várias gerações, “para aquilo que está em marcha e para o que pode vir a acontecer nos próximos anos”. Tal como nas edições anteriores, as iniciativas programadas vão decorrer “em três palcos culturais”, nomeadamente o Jardim 1.º de Maio, Biblioteca e Arquivo e Cineteatro Grandolense, que vão receber músicos nacionais e internacionais e figuras ligadas ao universo da canção de protesto.

No espaço da biblioteca será inaugurada a exposição “Os Cantores de Protesto e o 25 de Abril: “Vamos Lá Conhecer o Povo”, seguindo-se os concertos de Marco Oliveira, com o convidado José Peixoto (19h00), e de Xullaji (22:00), no Jardim 1.º de Maio.

No segundo dia, o Cineteatro Grandolense recebe, às 10:30, a exposição “Discos na Luta: Edições Cooperativas e Políticas da Canção de Protesto no Período Revolucionário”, da autoria de Hugo Castro, e a sessão testemunhal “O 25 de Abril e a Edição Discográfica” (11h00), com David Ferreira, Miguel Almeida e Hugo Castro

Está ainda prevista uma sessão de cinema/colóquio sobre a Comunal de Árgea (14:30), com Francisco Fanhais, Manuela Fazenda, Luís Trindade e Filipe Olival, e a apresentação dos livros “Os Primeiros Anos: A Correspondência José Afonso/Rocha Pato (1962-1970)”, de Octávio Fonseca, e “José Afonso — A Patriótica Espia Sabia Bem Onde Morder…”, de Mário Correia.

O Jardim 1.º de Maio recebe, a partir das 22h00, o concerto Luta Livre de Luís Varatojo, segundo a organização. No último dia, às 11h00, o Cineteatro Grandolense vai ser ‘palco’ da sessão testemunhal “Usos Tradicionais na Reconfiguração da Música Popular Portuguesa”, com Domingos Morais, Mário Correia, Manuel Rocha, Maria José Campos e Sara Maia, seguindo-se a apresentação do livro de entrevistas de José Afonso intitulado “José Afonso, Semeador de Palavras”, às 15h00. O Encontro da Canção de Protesto encerra, às 15h30, com uma sessão de canto livre com a participação da cantora, compositora e instrumentista galega SÉS, na primeira parte, e o concerto de Francisco Fanhais, Manuel Freire e Rogério Cardoso Pires, na segunda parte.

De acordo com a vereadora Carina Batista, o evento, que representa um investimento “superior a 50 mil euros”, é direcionado a “todos os públicos”, com entradas gratuitas.

O Observatório da Canção de Protesto tem como objetivos o estudo, a salvaguarda e a divulgação do património musical tangível e intangível da canção de protesto produzida durante os séculos XX e XXI, através de iniciativas culturais diversas.


PUB
PUB
PUB

18.ª Gala de Mérito Escolar do Crédito Agrícola Mútuo do Alentejo Sul

Música

Vencedores dos Grammy anunciados hoje com dois portugueses nomeados

Acabou de tocar...

BEJA meteorologia
Top
Este site usa cookies para melhorar a sua experiência. Ao continuar a navegar estará a aceitar a sua utilização.