Segundo o comunicado, a proposta do Governo para uma profunda revisão da legislação laboral é considerada pelos sindicatos uma medida de retrocesso, descrita como um ato de “revanchismo” face aos avanços alcançados com a Agenda do Trabalho Digno.
Entre os pontos mais contestados deste pacote destacam-se:
– a facilitação dos despedimentos, com o fim da reintegração em casos de despedimento ilícito;
– a precarização dos vínculos laborais, através da flexibilização dos contratos a termo;
– a desregulação dos horários de trabalho e a generalização do banco de horas individual;
– o ataque ao direito à greve, com a imposição de serviços mínimos em quase todos os sectores;
– o enfraquecimento da ação sindical;
– a redução de direitos de maternidade e parentalidade;
– e a diminuição das garantias na contratação coletiva.
No que diz respeito ao Acordo Coletivo de Trabalho sugerido pelo Ministério da Saúde, os enfermeiros denunciam que a proposta procura “poupar à custa dos profissionais”, impondo o Banco de Horas, a Adaptabilidade, a retirada de compensações por trabalho noturno, fins de semana e feriados — as chamadas horas penosas — e dificultando a progressão na carreira. A proposta deixa ainda de considerar como tempo efetivo de trabalho o período destinado à passagem de informação entre turnos, agravando a já difícil conciliação entre vida pessoal e profissional.
Os enfermeiros garantem que, no dia 11 de dezembro, estarão unidos na defesa dos seus direitos e na rejeição das medidas que consideram prejudiciais para toda a classe.
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