Segundo o grupo, esses projetos são “indefensáveis” devido ao impacto que podem causar na região, cuja destruição não poderá ser “evitada, mitigada ou compensada”.
A carta do movimento, enviada à administração da Hyperion Renewables Energy, destaca que Évora é uma cidade classificada como Património da Humanidade pela UNESCO, com uma paisagem única que representa uma parte importante da identidade local. Além disso, a região possui um rico património arqueológico, biodiversidade e uma economia baseada na agricultura, turismo e enoturismo, que poderiam ser gravemente prejudicados pelos megaparques solares.
O Movimento alerta também para que os projetos, que totalizam cerca de 1.000 MWp de potência instalada e ocupam mais de 1.800 hectares, podem afetar negativamente a qualidade de vida de mais de 20 mil habitantes do concelho.
O grupo lamenta que a reunião com a Hyperion, realizada em julho, tenha sido “decepcionante” e conduzida de forma a parecer que os projetos já estavam confirmados, o que rejeitam veementemente.
Essa posição do movimento “Juntos pelo Divor” reforça o debate que vem acontecendo na região, onde outros grupos cívicos também se posicionaram contra grandes projetos de energia renovável, defendendo a criação de um plano nacional e regional de ordenamento para a produção de energia limpa, de modo a proteger o património e o meio ambiente.
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