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Misericórdia de Serpa define estratégias para pagamentos salariais em atraso

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Misericórdia de Serpa define estratégias para pagamentos salariais em atraso

Foto: Freepik

A Santa Casa Misericórdia de Serpa (SCME), no distrito de Beja, está a definir estratégias que permitam pagar aos trabalhadores os subsídios e retroativos em atraso, revelou a provedora, que não se comprometeu com datas.

“Estamos a definir estratégias para cumprir com aquilo que lhes é devido”, afirmou à agência Lusa a provedora da SCME, Isabel Estevens, no dia em que se realizou um protesto de trabalhadores junto ao Lar de São Francisco, uma das valências da instituição.

Promovida pelo Sindicato dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais do Sul e Regiões Autónomas, a manifestação juntou 30 trabalhadores contra a falta de pagamento dos subsídios de Natal de 2024 e de férias deste ano e retroativos salariais desde 2022.

A responsável confirmou que a Misericórdia de Serpa tem estes pagamentos aos funcionários em atraso, salientando que a quantia relativa ao subsídio de Natal de 2024 “está [incluída] no PER [Processo Especial de Revitalização]”.

“Com base num plano de pagamentos” definido no âmbito do PER, homologado pelo tribunal no início do mês, permitir saldar algumas das dívidas da instituição, “vai ser cumprido pela Santa Casa da Misericórdia de Serpa”, realçou.

Quanto ao subsídio de férias deste ano e aos retroativos, a provedora da SCME reconheceu que, até agora, a instituição ainda não conseguiu efetuar o respetivo pagamento “por falta de liquidez da tesouraria, decorrente de vários fatores adversos”.

“Estávamos a aguardar a homologação do PER, porque, sem a homologação do PER, não poderíamos definir as estratégias e o plano de tesouraria a seguir, que é nisso que estamos a trabalhar”, adiantou.

Assumindo que será pago “tudo aquilo a que os trabalhadores têm direito”, Isabel Estevens escusou-se, no entanto, a definir datas para a regularização dos valores em falta para evitar criar “uma falsa expectativa” aos trabalhadores.

“Estamos dependentes de outras situações, nomeadamente de verbas da Segurança Social, que nos são extremamente necessárias, e, sem que tenhamos recebido essas verbas, não podemos comprometermo-nos com datas”, sublinhou.

A provedora lamentou a situação em que estão os trabalhadores: “Não podemos, de maneira nenhuma, recuar no tempo, nem evitar todas as questões que têm sido adversas para os trabalhadores”, vincou.

Nas declarações à Lusa, a responsável alertou que a SCME “tem uma situação financeira muito complicada”, frisando que os problemas “se têm vindo a arrastar nos últimos sete ou oito anos”, devido a vários fatores.

A construção da unidade médico-cirúrgica, ainda por abrir, “para dar cumprimento a um acordo de cooperação com o Estado”, e as dificuldades de funcionamento da urgência do Hospital de São Paulo foram dois dos fatores apontados pela responsável.

“Lutamos todos os dias para que tenhamos um parceiro para esta unidade médico-cirúrgica começar a funcionar”, pois “é uma valência equipada” e “só precisa de abrir as suas portas e começar a funcionar”, acrescentou.


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