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Programa “Bairros Saudáveis” aprova candidatura para o Bairro das Pedreiras de Beja

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Programa “Bairros Saudáveis” aprova candidatura para o Bairro das Pedreiras de Beja

A Câmara de Beja fez saber, em nota de imprensa, que a Alentejo XXI obteve aprovação da candidatura “Sou Capaz”, no âmbito da candidatura efetuada ao Programa “Bairros Saudáveis”. O projeto tem “como parceiros estratégicos a Câmara de Beja, a UF de Salvador e Santa Maria e as Associações Sílaba Dinâmica e Ribaltambição - Associação para a Igualdade de Género nas Comunidades Ciganas. O financiamento é de cerca de 50 mil euros.

O projeto pretende “capacitar as famílias residentes no Bairro das Pedreiras de competências pessoais, sociais e profissionais, para a participação ativa no processo de melhoria da qualidade de vida no bairro e facilitação ao nível da integração profissional e inclusão social”, é referido na nota remetida às redações. O financiamento “permitirá a contratação de uma técnica superior a tempo inteiro e de um monitor a tempo parcial”, é avançado ainda.

Prevê, esta candidatura, igualmente, segundo a nota de imprensa, uma “ampla intervenção através de ações de formação profissional e da instalação de um espaço físico que permitirá desenvolver outras atividades com a comunidade como: a criação de uma associação de jovens no bairro, a estimulação vocacional através do desenho e da arte, atelieres de azulejaria e percussão, apoio à leitura e escrita, animação multimédia educativa e ainda ações de sensibilização no âmbito da saúde.”

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Isto é brincar com a miséria. A inclusão social começa por dar condições de habitabilidade a estas famílias. Está à vista de todos que nada tem sido feito para garantir o mínimo de condições às famílias de etnia cigana que sempre viveram e vivem em condições degradantes, sem casas de banho, sem energia e sem água canalizada. Agora vem a Camara de Beja brincar à "inclusão social", contratando uma técnica superior para fazer uma "ampla intervenção"através de ações de formação profissional" e outras atividades que o mais certo é nem sequer passarem do papel. De facto, não é possivel cativar e estimular seja quem for para este tipo de atividades, quando não se garantem as necessidades mais básicas. Talvez mesmo, o que se vai é garantir emprego a uma técnica superior e, quando se esgotar a verba disponível ficará tudo igual. Isto é pura hipocrisia. Já agora aproveito para informar que a mesma Camara de Beja parece insistir em reinstalar, na Mina da Juliana, uma familia de Etnia Cigana composta por três adultos e cinco menores numa casa destruida pelo fogo e que colocou em risco toda a aldeia, casa essa que se encontra praticamente em ruínas. De recordar que a mesma não dispunha, nem dispõe, de casa de banho, cozinha ou energia. Esta casa foi visitada por técnicos da área social da autarquia que eram de opinião que a mesma tinha condições para realojar esta família. Os moradores já por diversas vezes alertaram a Camara para a situação, sem que o Sr. Presidente se dignasse dar qualquer satisfação, o mesmo tendo acontecido com a Proteção Civil e CPCJ. Por favor resolvam os problemas básicos destas pessoas e deixem de fazer "coisinhas engraçadas" para a fotografia. Contra a hipocrisia.............Convido os jornalistas a fazerem uma visita à Mina da Juliana e falarem com os moradores e, se nos visitarem, aconselhamos a virem por Albernoa, pois existe o perigo de cairem nas "Minas" da Estrada Santa vitória Mina da Juliana Alvaro Monteiro

Alvaro Monteiro

12/04/2021

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