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Resialentejo e Sociedade Ponto Verde apresentaram resultados e desafios da reciclagem de embalagens no Baixo Alentejo

Resialentejo e Sociedade Ponto Verde apresentaram resultados e desafios da reciclagem de embalagens no Baixo Alentejo

Foto: Resialentejo

A Resialentejo, entidade intermunicipal pela gestão de resíduos urbanos em oito concelhos do Baixo Alentejo, e a Sociedade Ponto Verde (SPV), entidade que gere e promove a seleção, recolha e reciclagem de embalagens em Portugal, promoveram ontem, dia 26 de maio, uma visita de trabalho às instalações da Resialentejo. Este encontro teve como objetivo apresentar os resultados alcançados na gestão de resíduos de embalagens na região, nomeadamente no que diz respeito às quantidades enviadas para reciclagem através da Sociedade Ponto Verde, e evidenciar os desafios que este setor enfrenta em territórios de baixa densidade populacional. Adicionalmente, teve também como foco o destaque dos resultados do programa Rede Recicla +, anteriormente denominado Juntos a Reciclar ++, cujo propósito é acelerar a reciclagem de embalagens de vidro.

A iniciativa reuniu autarcas, parceiros e entidades do setor, num momento de partilha e reflexão sobre a realidade da reciclagem de embalagens no Baixo Alentejo e sobre a importância de respostas ajustadas às especificidades de cada região.

A sessão contou com intervenções de Mário Tomé, Presidente do Conselho de Administração da Resialentejo e da CEO da Sociedade Ponto Verde (SPV), Ana Trigo Morais.

O Presidente do Conselho de Administração da Resialentejo, Mário Tomé, destacou que “a Resialentejo opera numa das regiões de menor densidade populacional do país, o que representa um desafio acrescido no cumprimento das metas nacionais e europeias de reciclagem. Esta visita marca mais um momento importante para dar visibilidade ao trabalho que tem sido desenvolvido e para discussão, em conjunto com os nossos parceiros, do caminho para uma gestão de resíduos de embalagens mais eficiente e sustentável na nossa região.”

A iniciativa colocou também em destaque o papel da Resialentejo na resposta aos desafios da gestão de resíduos de embalagens no Baixo Alentejo, abrangendo os concelhos de Almodôvar, Barrancos, Beja, Castro Verde, Mértola, Moura, Ourique e Serpa. Este momento pretendeu ainda sublinhar a importância da articulação entre entidades locais, regionais e setoriais na melhoria do desempenho ambiental e no reforço da resposta aos desafios da reciclagem de embalagens no território.

Os resultados alcançados pela Resialentejo, com 6.320 toneladas de embalagens retomadas em 2025 e um crescimento de 39% nas quantidades enviadas para reciclagem no primeiro trimestre de 2026, face ao período homólogo, evidenciam a evolução positiva registada neste território e a importância do trabalho desenvolvido a nível local. Demonstram, igualmente, a relevância da articulação entre as dimensões local e nacional para o cumprimento de metas e o reforço de boas práticas nos territórios.

“Esta iniciativa marca o início de um roteiro que a SPV pretende realizar pelo país, de forma a dar visibilidade às melhores práticas, casos de sucesso e desafios das diferentes regiões, no cumprimento das metas de reciclagem de embalagens. Apesar do incremento muito significativo a nível de financiamento, o sistema nacional continua distante do cumprimento das metas legais. É determinante reforçar o sistema do ponto de vista do serviço ao cidadão, da eficiência da recolha seletiva e da triagem e gestão baseada na avaliação contínua e objetiva do retorno do investimento, de forma a traduzi-lo em resultados”, referiu Ana Trigo Morais, CEO da Sociedade Ponto Verde.

Em 2025, um ano decisivo para o Portugal, o Sistema Integrado de Gestão de Resíduos de Embalagens (SIGRE) contou com um investimento recorde de 212 milhões de euros, mais 90 milhões face a 2024. Em 2026, prevê-se um investimento de mais 25 milhões de euros, num total de 237 milhões. Este investimento devia impulsionar uma mudança estrutural e gerar resultados mensuráveis que levassem o País a cumprir as metas de reciclagem de embalagens. Ainda assim, os resultados não têm vindo a acompanhar de forma proporcional nem se têm traduzido em ganhos visíveis no terreno, o que demonstra que a reciclagem de embalagens não se resolve apenas com mais financiamento. O desafio passa por transformar recursos em eficácia, reforçando o nível de serviço ao cidadão, a eficiência da recolha seletiva e da triagem, e a gestão baseada em dados, métricas e avaliação contínua do retorno do investimento.


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