“Uma Coletiva Harmonia Desarticulada”, que se inspira num verso do poeta Sean Bonney, é o título do seminário neste ano, que vai explorar “a história política do Alentejo e, em particular, o processo de coletivização da terra e do trabalho que marcou profundamente a região durante a reforma agrária”, revelou a Câmara de Odemira em comunicado.
De acordo com a autarquia, em 2025 o Doc’s Kingdm tem curadoria de Raquel Schefer e Rita Morais e o seu programa foca-se nas “práticas cinematográficas coletivas, num diálogo com momentos históricos e contemporâneos do cinema documental”.
O evento contará com a participação dos coletivos cinematográficos Grupo Zero (Portugal), Ogawa Productions (Japão), CAMP (Índia), Sueli e Isael Maxakali com colaboradores (Brasil), e Video Tracts for Palestine (projeto anónimo transnacional).
A sessão de abertura do Doc’s Kingdom está prevista para o dia 14 de novembro, pelas 17:00, no cineteatro Camacho Costa, em Odemira.
Antes, pelas 15:30, terá lugar a inauguração da exposição “Desertos Líquidos”, que estará patente no Espaço CRIAR e reúne trabalhos de investigação sobre o Alentejo, realizados numa colaboração do Royal College of Art de Londres, do Reino Unido, com a CACO – Associação de Artesãos do Concelho de Odemira.
O programa do evento inclui também, ao longo dos seis dias, diversas sessões gratuitas e abertas ao público, sempre no cineteatro Camacho Costa, que incluem filmes “impactantes, seguidas de debates e conversas com os realizadores”, lê-se no comunicado.
Para assinalar os 25 anos do Doc’s Kingdom estão igualmente programadas festas no Mercado Municipal de Odemira, no dia 15 de novembro, e no Quintal da Música, na mesma localidade, no dia 18, ambas pelas 22:00.
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