Numa conversa conduzida pelo gestor cultural e programador Paulo Pires, o recente livro de contos é “o ponto de partida para um percurso pela sua obra criativa que nos tem acompanhado ao longos dos últimos cinquenta anos e em que a escrita esteve sempre presente.”
Na sinopse de “Como se não houvesse amanhã”, pode ler-se que esta é uma história de "uma arquiteta que quer matar o seu chefe e que acaba por, em simultâneo, procurar o suicídio. Amantes que veem o tempo esgotar-se e resolvem apostar tudo num último lance, perigoso e desinteressado. Atores que querem representar o derradeiro papel de glória, consagração e celebridade. Um rapaz que miraculosamente se transforma em anjo para enfrentar o vazio. Duas mulheres que se amam para lá da morte e da solidão. Um homem que quer experimentar o auge do prazer em jogos sadomasoquistas. Mas também antigos amantes que se reencontram para se salvarem e perderem num só dia fatal. Um surfista que fica tetraplégico a quem a namorada encontra um sentido para a vida e para fugir da morte. Uma solitária que vive numa cidade de província e se prepara em silêncio para a última jornada. Noctívagos que acabam por não resistir ao cansaço e à exaustão final. Um camionista que deixa para trás a amante numa cidade longínqua. Almas devoradas pela doença do ciúme e não encontram cura. Voadores de parapente que experimentam a vertigem de ver a Terra a partir de um céu luminoso demais. Estas personagens enfrentam o desalento e a dificuldade de viver em circunstâncias singulares, a quem sempre se exigem decisões difíceis. São almas que esvoaçam como borboletas diante do fogo."
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