A agência Lusa tentou procurar obter mais informações junto do porta-voz da GNR, mas não foi possível até ao momento.
Carlos Canatário destacou ainda ontem à noite na RTP Notícias que existiam dois processos em França relacionados com a mulher, um sobre responsabilidade de poder parental, entre pai e mãe, e um por subtração de menores, um outro filho de 16 anos, que alegadamente também terá sido abandonado em França aquando da vinda para Portugal.
O porta-voz da GNR indicou ainda que, pelo facto de existir em simultâneo mandados de detenção europeus, os suspeitos "terão que ser presentes também ao Tribunal da Relação, independente do que seja tratado neste primeiro tribunal, porque é esse o circuito que está estabelecido" nestes casos.
Questionado sobre a cooperação dos suspeitos desde que foram detidos, Carlos Canatário apontou, na entrevista pelas 21:00, que não tinha existido até então "grande cooperação" com a GNR, acrescentando que no momento da detenção não houve qualquer reação, nem foram hostis.
Na terça-feira, por volta das 19:00, os dois irmãos, de nacionalidade francesa e com 4 e 5 anos, foram encontrados quando se encontravam sozinhos e a vaguear junto à Estrada Nacional 253 (EN253), na zona do Monte Novo do Sul, entre Comporta e Alcácer do Sal, distrito de Setúbal.
A ministra da Justiça também disse ontem já haver por parte das autoridades franceses um pedido de retorno das duas crianças encontradas no Alentejo em situação de abandono.
Rita Alarcão Júdice manifestou-se satisfeita por as autoridades em Portugal terem "rapidamente conseguido encontrar ou deslindar este problema", depois de a mãe e o padrasto das duas crianças terem sido encontrados pela GNR em Fátima.
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