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Trabalhadores de museus e monumentos nacionais voltam à greve por compensação em feriados

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Trabalhadores de museus e monumentos nacionais voltam à greve por compensação em feriados

Foto: Facebook Museu Rainha Dona Leonor de Beja

Os trabalhadores dos museus e monumentos nacionais cumprem neste domingo, dia 5, nova greve ao trabalho em dias feriados, face à "falta de respostas do Governo" sobre as reivindicações, disse à agência Lusa fonte da federação sindical.

Os trabalhadores de portaria e vigilância dos 38 equipamentos tutelados pela empresa pública Museus e Monumentos de Portugal (MMP) regressarão à greve no quadro da paralisação em dias feriados que tem decorrido ao longo do ano, convocada pela Federação Nacional dos Sindicatos dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais (FNSTFPS).

As greves em dias feriados têm encerrado vários museus e monumentos pelo país, incluindo alguns dos mais visitados em Portugal.

Contactado pela agência Lusa, Orlando Almeida, dirigente da FNSTFPS, recordou que, "desde a última reunião com a ministra da Cultura, Juventude e Desporto [Margarida Balseiro Lopes], e com o conselho de administração da MMP a 15 de julho, não surgiu nenhuma proposta para ser analisada pelos trabalhadores".

"Continuamos à espera da resolução de um problema que apresentámos à tutela há mais de um ano", disse o dirigente, comentando que, depois da reunião com a ministra "surgiu alguma esperança de uma proposta a curto prazo, mas ainda não aconteceu".

Contactada pela agência Lusa por ‘e-mail’ sobre esta greve, a direção de comunicação da empresa pública MMP respondeu:" Nesta fase não temos mais comentários sobre o processo, continuando a trabalhar e em diálogo próximo".

Os trabalhadores dos museus, monumentos e sítios arqueológicos geridos pela MMP exigem a “justa compensação” do trabalho prestado em dias feriados e também do trabalho suplementar, que consideram ser insuficientemente pago, e só até duas horas suplementares, embora por vezes tenham de trabalhar mais do que esse tempo no total, sustentam.

Num comunicado divulgado antes da última greve, em 15 de agosto, a FNSTFPS referia que, “em 2024, os 38 equipamentos da Museus e Monumentos de Portugal tiveram uma receita de bilheteira de 21.217.432,00 de euros”, obtida com “o turismo e as visitas de estudo organizadas pelas escolas, confirmando o papel central do património na cultura”.

“Há anos que este problema se arrasta, sem que os sucessivos governos do PSD e do PS, com ou sem CDS, tenham tomado uma decisão no sentido de valorizar o trabalho prestado em dias feriado”, argumentavam ainda, no comunicado.

Nos 38 museus, monumentos e palácios nacionais geridos pela MMP, entre os quais o Palácio Nacional de Mafra, o Mosteiro dos Jerónimos e Torre de Belém (Lisboa) e o Convento de Cristo (Tomar), trabalham cerca de mil funcionários, estimou, em abril, o dirigente sindical Orlando Almeida.

Num texto partilhado no seu ‘site’ a propósito da greve, a MMP tem alertado para possíveis “perturbações no acesso aos museus e monumentos” sob gestão da empresa pública e lembrava que os bilhetes já comprados poderão ser trocados ou reembolsados através de pedido para a Blueticket.

“Lamentamos os transtornos causados e agradecemos a compreensão”, escrevia a MMP.


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