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Unidade Nacional de Trânsito da GNR reorganiza-se com moldes da antiga Brigada de Trânsito

Unidade Nacional de Trânsito da GNR reorganiza-se com moldes da antiga Brigada de Trânsito

Foto: Guarda Nacional Republicana

Após a divulgação dos resultados da recente Operação Páscoa, a Guarda Nacional Republicana (GNR) faz uma avaliação que aponta como "um reflexo de uma tendência que já foi identificada e que tem vindo a ser acompanhada". De acordo com os dados "só no primeiro trimestre deste ano, as vítimas mortais aumentaram 22%". São já "145 vítimas mortais até 13 de abril, mais 42 que em igual período do ano passado". A GNR reforça que "esta é uma realidade trágica que, infelizmente, coloca Portugal como 6.º pior país da União Europeia em taxa de mortalidade (58 mortos por milhão de habitantes) mas, acima de tudo, uma realidade que deve ser entendida, analisada e combatida através de todas as ferramentas à disposição". Neste sentido, a GNR decidiu reorganizar a Unidade Nacional de Trânsito com moldes da antiga Brigada de Trânsito.

"A sinistralidade rodoviária continua a constituir um dos principais desafios à segurança pública, assumindo-se como uma problemática complexa, com impacto direto na vida das pessoas", refere a GNR no comunicado enviado à redação da Rádio Voz da Planície. E é nesse sentido que aposta no "novo modelo da Unidade Nacional de Trânsito, nos moldes da Brigada de Trânsito, onde regressam três pontos essenciais de atuação: "fiscalização, visibilidade e segurança nas estradas portuguesas".

A GNR acrescenta que, com os indicadores de sinistralidade a evoluir desta forma, torna-se evidente "a necessidade de reforçar a prevenção e a capacidade de resposta operacional, num contexto em que os fatores de risco se tornam cada vez mais dinâmicos e exigentes". Os comportamentos de risco associados a estes números, são outra das preocupações maiores que, apesar de todos os esforços e "apelos diários promovidos por várias entidades públicas e privadas", aumentaram de forma alarmante.

Tendo em conta a atual organização da especialidade de trânsito, a GNR "tem vindo a evidenciar constrangimentos que limitam a sua eficácia operacional", mas sublinha que "os constrangimentos foram antevistos, aquando de um processo de reorganização que conduziu à extinção da Brigada de Trânsito (em 2007, efetivando-se em 2009)". Nessa altura, e "antecipando o futuro", o Comando da Guarda refere que "manifestou firme oposição" ao processo.

Apesar de serem apresentados "todos os argumentos e recomendações, as alterações foram consolidadas". De acordo com a Guarda, "essas alterações propostas foram integralmente mantidas, entre as quais, a extinção da Brigada de Trânsito". O resultado foi que "os Destacamentos de Trânsito passaram a ser integrados nos Comandos Territoriais entretanto criados".

No comunicado, a GNR sublinha que "hoje, os constrangimentos incluem a dispersão de comando técnico, a dificuldade na uniformização de procedimentos a nível nacional, a limitada capacidade de concentração de meios e o condicionamento da resposta operacional por fronteiras administrativas".

A redução do comando, controlo e supervisão nacional, torna-se menos compreensível tendo em conta que "a presença e competência da Guarda Nacional Republicana está em 94% do território nacional e em 98% das vias rodoviárias nacionais".

"Neste contexto, importa compreender a sinistralidade rodoviária como um fenómeno dinâmico, transversal e não territorializado, que se estrutura em função de eixos de circulação e padrões de risco", reforça o comunicado da Guarda, no qual acrescenta que "as estradas são contínuas" e "a sinistralidade rodoviária não respeita limites administrativos nem sobreposições".

Em resumo, os "traços gerais, para fazer face a este fenómeno" devem assentar numa "resposta operacional" com três pontos essenciais.

Em primeiro lugar, a "gestão orientada pelo risco", que deve ser "baseada na identificação de padrões de sinistralidade". A GNR sugere um "policiamento, cuja aposta deve ser, essencialmente, na prevenção deve incidir nas zonas de risco, onde a probabilidade de ocorrência de acidentes rodoviários, fruto das mais diversas circunstâncias, seja maior. Antes de ocorrerem".

Em segundo, a "elevada mobilidade e flexibilidade", que consiste em aproveitar os "meios flexíveis e altamente móveis, permitindo a sua rápida concentração onde são mais necessários, quando são mais necessários". Neste ponto, o comunicado da Guarda salienta também que "a mobilidade e flexibilidade são asseguradas pela ação de comando e controlo que só um comando nacional permite".

E por último, a "tomada de decisão sustentada em dados", ou seja, "a análise de dados operacionais", para promover "maior eficácia e antecipação" e evitar "convicções naturalmente enviesadas".

Em suma, a Unidade Nacional de Trânsito passará a integrar os "23 Destacamentos de Trânsito já existentes e implementados em todos os distritos do país (atualmente, na dependência dos Comandos Territoriais), conferindo-lhe comando técnico e operacional à escala nacional como, de momento, não existe".

Simultaneamente, "são criados Grupos de Trânsito no seio da Unidade Nacional de Trânsito, reforçando a capacidade de coordenação, supervisão e articulação, tanto no plano operacional como administrativo", bem como, um "comando técnico assente no profundo conhecimento já adquirido e consolidado, promovendo a uniformidade de procedimentos e as melhores práticas operacionais".

O reforço da "proximidade territorial" também é uma prioridade, "como garante da continuidade da presença operacional da Guarda no terreno e a articulação com os Comandos Territoriais".


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