"A expetativa é voltar a pôr o assunto em cima da mesa porque ainda não aconteceu nada", afirmou Cláudia Maia.
Desde que a VASP emitiu o comunicado em dezembro "ainda não temos nenhuma resposta do Governo", prosseguiu.
"Aliás, não temos respostas desde outubro de 2024, quando o Plano [de Ação para a Comunicação Social] do Governo foi apresentado e uma das medidas era precisamente garantir a distribuição nas zonas de baixa densidade populacional", acrescentou Cláudia Maia.
"Para a Associação Portuguesa de Imprensa o que é importante é que haja uma solução, seja ela qual for: seja um concurso, seja um concurso público internacional, seja um acordo do Governo com a VASP, o importante é ter uma solução", sublinhou.
"Porquê? Porque corremos o risco de não ter distribuição diária em oito distritos" e "o facto é que se isso acontecer estamos a privar a população de um direito que tem, que é o direito à informação e estamos a pôr em causa a coesão territorial do país", reforçou.
Há imensos casos pelo mundo, "sobretudo nos Estados Unidos", de "regiões que ficaram sem jornais e que de repente passaram a ter regimes muito pouco democráticos, não gostava de ver o mesmo acontecer cá", rematou.
Em 04 de dezembro, a VASP - Distribuição e Logística informou que estava a avaliar a necessidade de fazer ajustamentos na distribuição diária de jornais nos distritos de Beja, Évora, Portalegre, Castelo Branco, Guarda, Viseu, Vila Real e Bragança.
Na altura, a empresa referiu que "atravessa, neste momento, uma situação financeira particularmente exigente, resultante da continuada quebra das vendas de imprensa e do aumento significativo dos custos operacionais, que colocam sob forte pressão a sustentabilidade da atual cobertura de distribuição de imprensa diária", tendo, contudo, reafirmado, "de forma inequívoca o seu compromisso com o acesso universal à informação, entendendo-o como um pilar essencial da coesão territorial, da igualdade de oportunidades e do exercício pleno da cidadania democrática".
Na sequência disso, a VASP reuniu-se recentemente com a Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP).
Contactada pela Lusa esta semana, fonte oficial da ANMP disse estar a aguardar para conhecer as medidas que o Governo tem em preparação para os media para depois fazer uma ponderação definitiva da situação da distribuição.
A VASP "tem feito um grande esforço para manter lojas tradicionais (quiosques, papelarias, tabacarias) que vendem jornais", diversificando "produtos, promovendo a sua modernização e tomando iniciativas como por exemplo o 1.º encontro nacional de pontos de venda, realizado em 2025", disse à Lusa o administrador.
A VASP espera que surja uma "solução concreta" a breve trecho para a situação da distribuição.
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