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Município de Odemira confirma que parque eólico da Galp no litoral alentejano não vai avançar

Município de Odemira confirma que parque eólico da Galp no litoral alentejano não vai avançar

Foto: CM Odemira

A Câmara Municipal de Odemira confirmou que a Galp não vai construir um novo parque eólico no Alentejo Litoral, para fornecimento de energia necessária à produção e armazenamento de hidrogénio verde na unidade da empresa em Sines. Segundo a autarquia, em nota publicada na sua página na rede social Facebook, “em reunião com os promotores do Parque Eólico das Cachenas, estes transmitiram a decisão de não avançar com o projeto”. O município do litoral alentejano lembrou que, “em vários momentos”, e com sustentação no parecer da Agência Portuguesa do Ambiente (APA), “considerou que este projeto não traria quaisquer benefícios práticos para a população, bem pelo contrário”. A "descaracterização da paisagem natural" e o impacto na "atratividade turística numa zona de forte atividade económica ligada ao setor", foram decisivas para este desfecho. Por isso, acrescentou o município, “este é um momento importante de afirmação da vontade coletiva no concelho de Odemira e em especial em Vila Nova de Milfontes”.

A Câmara de Odemira disse ainda que o anúncio do Parque Eólico das Cachenas deu origem a uma petição ‘online’ a pedir a sua suspensão, que recolheu 5.595 assinaturas, “demonstrando, de forma inequívoca, a unanimidade com que a comunidade rejeitou este projeto”.

O município acrescentou que foi também criado o grupo de trabalho SOS Malhão, “através de uma plataforma ‘online’, com o objetivo de fornecer e disseminar informação junto dos órgãos de comunicação social, população e salvaguardar os interesses deste território”.

Idealizado para garantir o fornecimento de energia elétrica renovável necessária à produção e armazenamento de hidrogénio verde na unidade da Galp em Sines, o projeto do Parque Eólico das Cachenas esteve em consulta pública no mês de janeiro.

De acordo com o estudo prévio, consultado então pela agência Lusa, o futuro Parque Eólico das Cachenas consistia numa unidade de produção para autoconsumo e abrangia os territórios de quatro freguesias nos concelhos de Odemira, no distrito de Beja, de Santiago do Cacém e de Sines, no de Setúbal.

O projeto, cujo investimento não era revelado no documento, tinha como objetivo o fornecimento de energia elétrica renovável necessária à produção e armazenamento de hidrogénio verde na Unidade de Produção de Hidrogénio da Galp em Sines.

Denominado por projeto GalpH2Park, ficaria situado numa área adjacente à refinaria na Zona Industrial e Logística de Sines, tendo uma capacidade total instalada de cerca 129,2 megawatts (MW) e uma produção anual estimada de 308 gigawatts (GWh)/ano.

O projeto previa a instalação de 19 aerogeradores, com uma potência unitária de 6,8 MW, correspondendo a uma potência total instalada de 129,2 MW.

Cada aerogerador teria um diâmetro de rotor aproximado de 175 metros e uma altura entre 112 e 119 metros.

O documento que esteve em consulta pública acrescentava que o parque teria um prazo de vida útil de 35 anos.


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