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Municípios do Baixo Alentejo discordam do Governo sobre a "reprogramação intercalar do programa regional de fundos europeus"

Municípios do Baixo Alentejo discordam do Governo sobre a "reprogramação intercalar do programa regional de fundos europeus"

Foto: CIMBAL

Após a Reunião Ordinária de maio do Conselho Intermunicipal, que teve lugar em Alvito, os municípios do Baixo Alentejo manifestaram "publicamente o seu total desagrado e discordância com a reprogramação intercalar do programa regional de fundos europeus, Alentejo 2030, feita pelo Governo de forma unilateral e sem prévia articulação com as câmaras municipais". Através de nota de imprensa, os municípios da CIMBAL reforçam a sua "tomada de posição", com vários argumentos que contestam o que dizem ser uma "ameaça", colocando em causa vários projetos fundamentais já em curso e outros, que desta forma ficam em suspenso.

Na nota acrescentam que "depois de iniciar o Contrato de Desenvolvimento e Coesão Territorial (CDCT) com um relevante atraso de quase um ano e meio, agora, basicamente, o Governo vem impor uma "mudança das regras a meio do processo", causando com esta decisão um enorme constrangimento às autarquias, face às suas expectativas e tudo o que tinham planeado".

"Perante esta ameaça, conhecida em meados de abril, a CIMBAL teve oportunidade de manifestar a sua oposição junto do Governo, discordando da forma abrupta como a alteração estava a avançar, impondo cortes de financiamento em áreas fundamentais (educação, equipamentos sociais e de saúde ou projetos de requalificação urbana), havendo evidentes riscos de impactos negativos para a população", refere a nota da entidade.

Acrescenta ainda que "para os concelhos do Baixo Alentejo, trata-se de uma "reviravolta" totalmente incompreensível e inoportuna, porque é nas prioridades referidas que os Municípios mais apostam e onde têm procedimentos em curso e ou com elevada maturidade. Por isso, esta alteração vai dificultar, de forma muito relevante, o caminho definido em conjunto pelas Câmaras Municipais, que previamente planearam e aprovaram na CIMBAL os Investimentos Territoriais Integrados (ITI) até 2030".

O organismo reforça a sua posição referindo que "a verdade é que as novas prioridades, como a Habitação, por exemplo, ainda carecem de detalhe, subsistindo várias dúvidas ao nível das elegibilidades, o que dificilmente poderá contribuir para valores significativos de execução até outubro de 2026".

"Em síntese, face a esta decisão do Governo, que é unilateral, precipitada e inoportuna, os presidentes de câmara do Baixo Alentejo lamentam que se esteja a trocar o caminho certo e planeado por uma solução incerta, bastante indefinido e que não reflete a vontade dos Municípios", conclui a nota da CIMBAL.


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