"Ao ter sido aprovada por unanimidade, quer dizer que os eleitos da AD presentes na referida sessão da Assembleia Municipal, os deputados Luís Freitas e Gonçalo Palhinhas, também votaram a favor da referida Moção.
O PS Odemira congratula todos os deputados municipais, incluindo os 2 deputados municipais da AD, por colocarem a defesa de Odemira à frente dos interesses das forças políticas que os elegeram. Essa é uma tradição dos órgãos municipais neste concelho que deve ser enaltecida, relevada e uma boa prática a manter.
Os factos são claros! E devem ser recordados.
Foi um governo do PS que em 2010 lançou a obra de empreitada da requalificação da Escola Secundária, de valor superior a € 8.000.000,00. A obra foi adjudicada e iniciada em 2011 com a instalação de contentores para salas de aula e do estaleiro, materiais empacotados e obra em curso.
Com a chegada ao poder do Governo AD, liderado por Passos Coelho, a obra foi parada, rescindido o contrato e paga a respetiva indemnização ao empreiteiro (vários milhares de euros do erário público).
Seguiram-se muitos anos de inação governamental - de governos AD e PS - mas de ação continuada dos órgãos municipais, que tiveram diversas reuniões no ministério da educação e aprovaram recorrentes moções e tomadas de posição sobre o tema. Em Odemira o PS nunca desiste dos interesses locais, independentemente de quem é a força política que governa!
Em 2022, com a descentralização das competências na área da Educação para os municípios, uma das reivindicações da Câmara Municipal de Odemira junto do governo PS em funções, foi garantir o financiamento para a requalificação das escolas transferidas.
Foi o governo PS quem negociou um empréstimo com o BEI para essas requalificações e assumiu com Odemira que todas as escolas classificadas com os níveis P1 e P2 seriam intervencionadas.
Com o atual governo liderado pela AD, o aviso de financiamento lançado apenas contempla a possibilidade de candidatura das escolas classificadas com o nível P1, ao contrário do que havia assumido o anterior governo. Os órgãos municipais não foram informados ou contactados pelo governo ou pela direção regional sobre quando seriam cumpridos os acordos assumidos.
Com este cenário é normal que a Assembleia Municipal de Odemira - órgão atento e informado que defende de forma intransigente a sua comunidade - tome uma posição unânime de repúdio a esta opção governamental que lesa, mais uma vez, Odemira.
Uma posição de defesa dos interesses da comunidade odemirense e em particular da comunidade escolar da Escola Secundária Dr. Manuel Candeias Gonçalves, que se enaltece ao mesmo tempo que se repudia a AD que em praça pública vem pôr em causa as posições livres dos seus eleitos", lê-se no documento enviado à nossa redação.
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