O Livre, no mesmo documento, reitera a importância da utilização do transporte ferroviário, lembrando ser o menos poluente e refere que "o encerramento do ramal de Moura, e mais tarde, a ligação entre Beja e Funcheira, foi resultado da negligência, falta de investimento e falta de visão de futuro" sobre esta matéria.
"Construir a ecopista na sua totalidade ou apenas em parte, é decidir para sempre que o ramal de Moura não será reativado e que a região que governam não merece integrar uma rede ferroviária que a conecte com a capital do distrito, do país e demais localidades", sublinha o Livre justificando o seu repudio sobre esta possibilidade.
Neste contexto, o Livre apela aos autarcas e à Cimbal que invertam "de imediato a sua estratégia para o ramal de Moura, abandonando desde já a decisão de converter 7km do traçado ferroviário em ecopista, pugnar pela expansão do projeto de eletrificação da Linha do Sul, exigindo que o Ramal de Moura seja restabelecido” e que avancem com “a requalificação da linha, a requalificação da Ponte Ferroviária do Guadiana (ou, se tal não for possível, a conservação da ponte existente e a construção de uma travessia ferroviária alternativa) e a eletrificação da linha até Moura”.
O Livre entende que se deve promover a "expansão da linha com vista a estabelecer uma ligação ferroviária a Espanha, nomeadamente à linha Zafra-Huelva. Um traçado desenhado pela vila de Barrancos (ligação a Jerez de Los Caballeros ou Zafra) seria certamente um “fator fundamental na redução do isolamento desta vila face ao restante distrito (recorde-se que o ensino secundário dos estudantes de Barrancos se faz em Moura, e que atualmente esses alunos estão dependentes de transporte rodoviário público com duração de 1h15/1h20).”
O Livre defende recomenda, também, “uma posição forte e clara contra o encerramento do troço Beja–Casa Branca durante os dois anos de requalificação da linha – é impensável que Beja fique ainda mais isolada do resto do país em termos de transportes públicos. Caso não seja possível evitar o encerramento da linha, a CIMBAL deverá encontrar junto da Comboios de Portugal e do Governo garantias de que este trajeto é assegurado com uma alternativa rodoviária nos mesmos horários e aos mesmos preços da restante ferrovia nacional, onde se inclui o passe ferroviário verde.”
No fim, o Livre pede “a posição já manifestada pela CIMBAL em 2023 de se restabelecer a ligação Beja–Funcheira, que possibilitaria a ligação do distrito de Beja ao de Faro, imediatamente a sul, sem necessitar de uma passagem em Lisboa. Por todas estas razões, esperamos que invertam aquela que tem sido a vossa estratégia de ação até agora.”
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