"Sabíamos antes de começar esta campanha que seria uma tarefa dura e ingrata. Estamos perante um quadro político nacional de viragem à direita e o Bloco de Esquerda está enfraquecido e sofre uma tendência de decrescimento eleitoral.
Sabíamos bem que para derrotar a direita e construir uma alternativa ao marasmo de oito anos de gestão PS na Câmara de Beja, seria necessária a convergência de todas as forças à esquerda e lutámos por ela, nomeadamente com o PCP e o Livre. Não foi possível concretizar uma coligação de esquerda em 2025, mas ela deve continuar no horizonte.
Tivemos a capacidade e a coragem de trazer para a discussão pública temas novos e fundamentais, como a degradação do centro histórico, com cerca de 500 casas abandonadas, ou a crítica ao agronegócio e ao trabalho escravo que lhe está associado. O programa eleitoral que desenvolvemos, os diálogos com as associações e entidades do concelho e, acima de tudo, as conversas que tivemos com a população, não se perdem.
Seremos oposição exigente e com propostas. Acompanharemos o funcionamento dos órgãos autárquicos e estaremos atentos aos próximos desenvolvimentos na Câmara Municipal de Beja, onde a CDU e o PS detêm quatro dos sete vereadores", lê-se no mesmo documento.
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