“Com posição já tomada ou em processo final de decisão por muitas estruturas sindicais, foi possível estabelecer a convergência para uma greve geral no próximo dia 11 de dezembro”, disse.
A última vez que as duas centrais sindicais convocaram uma greve geral conjunta foi há mais de dez anos, na altura da 'troika'.
Esta greve geral foi convocada em protesto contra o anteprojeto do Governo para revisão da legislação laboral, que está a ser debatido com os parceiros sociais e que prevê a revisão de “mais de uma centena” de artigos do Código de Trabalho.
O secretário-geral da UGT já tinha criticado o pacote laboral, no final de outubro, tendo afirmado que "o discurso da valorização salarial foi muitas vezes substituído pelo discurso de empresas, empresas, empresas e produtividade", e cuja, posição, a seu ver, está "plasmada no anteprojeto de reforma da legislação laboral".
Mário Mourão reiterou que a UGT "sempre privilegiou o diálogo e a negociação" e que "continua à mesa" das negociações, mas deixou o aviso: "Entre escolher um mau acordo ou uma luta na rua, nós preferimos a luta na rua".
As alterações previstas na proposta - designada "Trabalho XXI" e que o Governo apresentou em 24 de julho como uma revisão “profunda” da legislação laboral - visam desde a área da parentalidade (com alterações nas licenças parentais, amamentação e luto gestacional) ao trabalho flexível, formação nas empresas ou período experimental dos contratos de trabalho, prevendo ainda um alargamento dos setores que passam a estar abrangidos por serviços mínimos em caso de greve.
Uma marcha contra o pacote laboral organizada pela CGTP levou, no passado sábado, milhares de trabalhadores a descer a Avenida da Liberdade, em Lisboa, protestando contra as alterações à lei laboral propostas pelo Governo de Luís Montenegro.
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