Esta quebra reflete um ano de contrassafra e o impacto das condições climáticas adversas - elevadas temperaturas nos meses de verão, seguidas de grande pluviosidade durante a campanha. “O início da campanha ficou marcada por temperaturas muito elevadas e ausência prolongada de precipitação até ao Outono, o que condicionou o rendimento em azeite nas primeiras semanas”, refere Gonçalo Moreira, da Olivum. “Contudo, com a descida das temperaturas, os rendimentos de extração melhoraram progressivamente, permitindo alcançar um valor final em linha com as previsões iniciais da Olivum”, indica o responsável, acrescentando que a quebra não se refletiu num valor mais acentuado face à entrada em produção de novos olivais.
Importa destacar que não se registaram incidências relevantes de pragas ou doenças, o que permitiu manter elevados padrões de qualidade e uma percentagem muito significativa de azeite virgem extra, reforçando o posicionamento de Portugal como referência internacional nesta categoria.
Este balanço confirma a resiliência e a capacidade de adaptação do setor olivícola nacional, que continua a afirmar-se pela qualidade do azeite produzido, apesar da variabilidade associada às condições climáticas.
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